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Opinião
Domingo, 22 de Março de 2020, 07h:00
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A irresponsabilidade ilimitada de Jair Bolsonaro é deveras preocupante

Por Júlio César Cardoso*

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Os eleitores de Bolsonaro têm que ter senso crítico responsável e não aplaudir todas as atitudes do presidente, como as que ignoram o risco do coronavírus.

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Júlio César Cardoso - Artigo

Júlio César Cardoso

 

É lamentável o gesto irresponsável do presidente Bolsonaro ao cumprimentar o público, no domingo 15,  inclusive tirando self, diante da residência presidencial.

Recentemente, Bolsonaro, em cadeia nacional de rádio e televisão, conclamou a população para a conscientização do perigo  de contrair o coronavirus, inclusive determinando à sua equipe de Saúde instruir a sociedade de modo a evitar a pandemia. E disse: “Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção”.

Mas na contramão de seu discurso, o presidente age em grande estilo desrespeitando as suas próprias recomendações, como é que pode?

Argentina, Chile, Peru e Colômbia fecharam fronteiras por 15 dias para combater o coronavírus, mas aqui no Brasil, entretanto, assistimos à irresponsabilidade de nosso presidente da República  ao sair a campo, em frente ao Palácio,  para cumprimentar os presentes e tirar self.

Sinto-me à vontade para tecer criticas, pois depositei confiança  na eleição do presidente Jair Bolsonaro, mas não posso concordar com as suas atitudes irresponsáveis.

Vejam o que disse  a deputada estadual de São Paulo, Janaina Paschoal, conforme O Antagonista: “Janaína Paschoal subiu à tribuna da Alesp para pedir o afastamento do presidente da República, Jair Bolsonaro. Segundo ela, a atitude de Bolsonaro é “inadmissível”.

“Quando as autoridades têm o poder/dever de tomar providências para evitar um resultado danoso e assim não procedem, elas respondem por esse resultado. Isso é homicídio doloso”, disse a deputada.

“Isso vai ser atribuído ao governador do estado de São Paulo, ao presidente da República, principalmente ao presidente da República. O que ele fez ontem é inadmissível, injustificável, indefensável.”

E ainda:                                                                             

“Esse senhor tem que sair a Presidência da República, deixa o Mourão, que entende de defesa. Nosso país está entrando numa guerra. Como um homem que está possivelmente infectado vai pro meio da multidão?!”

“Ele está brincando? Ele acha que pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar. Não temos tempo para um processo de impeachment.”

 

 

*Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

 

 



 


 

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