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Opinião
Domingo, 20 de Outubro de 2019, 13h:15
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A melhor educação infantil

Por Wilson Aquino*

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A educação moral e a espiritual são os maiores legados que se pode deixar a uma criança. Ainda mais nesses tempos críticos, de inversão de valores, onde a cada dia assistimos investidas violentas e constantes contra a família e os princípios que a norteiam. Onde testemunhamos também a insistência em se estabelecer o errado como sendo o certo e o certo como errado.

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Wilson Aquino


Essas duas vertentes da educação são superiores até que a educação formal, aquela obtida nos bancos escolares e das universidades. São elas que definirão a personalidade e o caráter do indivíduo, sua formação como cidadão de bem, portador de bons princípios, alicerçados em Deus, Criador de tudo e de todos e nas leis e na Constituição do país.

As crianças são incríveis! Extremamente inteligentes e capazes de aprender com extrema facilidade tudo o que lhes são ensinadas, e até o que não é ensinado. Nos surpreendem sempre com suas ideias, capacidade e imaginação.

Entretanto, é de vital importância que sejam bem-educadas, orientadas e instruídas sobre o caminho bom e seguro que devem trilhar por toda a vida.

É o próprio Deus quem nos alerta e orienta sobre isso, por intermédio das Escrituras Sagradas: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Prov. 22:6).

As figuras do pai e da mãe são fundamentais nesse processo. Indispensáveis para o êxito dessa profecia. Precisam não apenas ter consciência disso, como também trabalhar duro para alicerçar bem o caráter de seus filhos, para terem sucesso na vida.

Felizes os pais que conseguem sobreviver nesses tempos difíceis, deixando um de seus membros no lar com a sagrada e permanente missão de interagir, observar, analisar, conversar, vigiar, repreender, educar e ensinar os filhos a trilharem sempre o bom caminho.

Felizes os pais que ensinam e dão exemplo próprio de uma vida de amor, humildade e honestidade, empregando sempre bons princípios e ações no trato das coisas com o Estado e especialmente com o próximo.

A pobreza ou dificuldade de qualquer natureza não justificam negligência com a boa educação dos filhos. Até porque elas são compreensivas e podem até surpreender e ajudar muito a família quando são colocadas à mesa de reunião familiar para tratar de assuntos econômicos e sociais.

Pais não podem e não devem subestimar essa capacidade dos filhos, crianças e adolescentes, de compreender os desafios que a família enfrenta. Pais, partilhem com elas algumas dificuldades que enfrentam, quer financeira, de saúde, ou qualquer outra natureza. Verão que além de solidárias, elas se esforçam para que a família supere os obstáculos que tiver que enfrentar e na sua pureza e inocência, até apontam sábias soluções.

Criadas à imagem e semelhança de Deus, como todos nós, as crianças são alegres, inocentes e felizes e merecem ser tratadas com respeito, amor e carinho.

Cabe ao Estado também fazer a sua parte com medidas sociais, políticas e jurídicas para inibir e punir todo adulto que rouba ou tenta roubar a inocência de meninos e meninas com atos de violência, criminosos. Infelizmente os dados e estatísticas a esse respeito são lamentáveis e assustadores. Os fatos exigem mais eficiência do Estado.

O Estado, em todos os seus níveis (municipal, estadual e federal), também comprova sua ineficiência na criação de espaços agradáveis e bem cuidados para práticas esportivas e de lazer para as famílias. As poucas áreas existentes nas cidades são abandonadas pelo poder público que não cultiva o hábito da manutenção de sua infraestrutura. Isso limita a opção dos pais de encontrarem locais adequados e agradáveis para se confraternizarem com seus filhos nos finais de semana.

 

 

*Wilson Aquino
Jornalista e Professor
wilsonaquino2012@gmail.com

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