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Opinião
Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 07h:29
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Câmara Hiperbárica como tratamento

Por Ana Paula Simões*

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O tratamento com oxigênio hiperbárico ( OHB) teve seu “boom” no século XX quando começou a ser utilizada no tratamento de doença de descompressão e embolia, uma vez que proporciona um meio físico de reduzir o volume de bolhas de gás inerte no interior do corpo humano.

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Ana Paula Simões


Para muitas outras condições, o princípio terapêutico de OHB reside na sua capacidade de aumentar drasticamente a pressão parcial do oxigénio nos tecidos do corpo. As pressões parciais de oxigênio realizáveis utilizando OHB são muito mais elevadas do que as realizáveis enquanto respiramos oxigénio puro em condições normobáricas (isto é, à pressão atmosférica normal);

O tratamento é feito numa câmara hiperbárica, que consiste em um compartimento selado resistente à pressão que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro, pode ser de grande porte, acomodando vários pacientes simultâneamente (câmaras multiplaces), ou de tamanho menor, acomodando apenas o próprio paciente (câmaras monoplaces).

Um efeito relacionado é o aumento da capacidade de transporte de oxigênio no sangue. Sob pressão atmosférica normal, o transporte de oxigênio é limitado pela capacidade de ligação à hemoglobina das células vermelhas do sangue e muito pouco oxigênio é transportado pelo plasma sanguíneo. Porque a hemoglobina das células vermelhas está quase saturada com oxigênio, sob pressão atmosférica normal, esta via de transporte não pode ser mais explorada.

Na OHB o transporte de oxigênio no plasma é significativamente aumentado (em até 5 vezes).

Temos evidências recentes de que a exposição ao oxigênio hiperbárico (OHB) mobiliza células-tronco / progenitoras da medula óssea de um óxido nítrico do mecanismo. Este mecanismo pode explicar os casos de pacientes que sugerem que a recuperação de órgãos danificados e tecidos musculares com OHB.

A câmara de oxigênio hiperbárico, aumenta a circulação sanguínea em até 15 vezes o que acelera consequentemente a cicatrização de lesões.

Após avaliação do médico do esporte e a prescrição do tratamento o paciente/ atleta tem a vantagem de dispensar o uso de medicamentos principalmente nos períodos de competição onde alguns podem ser interpretados como doping.

O tratamento com OHB acelera a produção de células satélites e a maturação de fibras musculares em músculos lesados e, portanto, acelera a cura e a recuperação funcional após lesões musculares.

O procedimento pode ser associado a outras técnicas, não tem contra indicação com idade e os efeitos colaterais são mínimos. É perfeitamente bem tolerado, indolor na imensa maioria dos casos. Alguns pacientes podem apresentar algum desconforto no ouvido, facilmente revertido pela manobra de valsalva (segurar o ar e fazer um aumento de pressão no nariz como se fosse espirrar).

 

 

*Ana Paula Simões

Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte.

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