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Opinião
Sábado, 17 de Agosto de 2019, 13h:15
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Confiança

Por Walter Roque Gonçalves*

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“Confiança do Consumidor recua 0,4 ponto em julho de 2019”, diz FGV em publicação recente na Revista Exame. Inseguranças políticas administrativas levam as pessoas a menores expectativas para o futuro, Portanto, a confiança do consumidor, dos empresários, dos investidores nas indústrias, na construção civil e entre outros, afetam diretamente as apostas na economia e a geração de novos negócios. Do nível macro ao micro a confiança é a liga que mantém as pessoas dispostas a realizar negócios, a falta dela leva a interrupção de ciclos de negociações, neste nível pode-se salientar o péssimo costume de mentir para fornecedores a fim de ganhar tempo nos pagamentos de contas vencidas. Esta é uma prática nociva aos negócios e que de nada colabora com a recuperação da economia e geração de riquezas.

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Walter Roque Gonçalves - Artigo

Walter Roque Gonçalves

 

Ora, faltar dinheiro para pagar contas é algo que pode acontecer com qualquer um e a grande maioria dos fornecedores está disposta a renegociar prazos. O problema é quando a renegociação é substituída por falácias que fazem a outra parte perder tempo e ficar desconfiado se realmente o pagamento será honrado algum dia. Esta energia jogada fora mina as forças da negociação, cria desgastes e leva o empreendedor a puxar o freio de mão, neste movimento investimentos deixam de ser feitos, empregos deixam de ser gerados e riquezas de serem distribuídas.

Por outro lado, nem sempre o devedor mente sobre a intenção de pagar, muitas vezes se promete algo que gostaria de cumprir e quando a data vence, simplesmente não tem recursos para honrar com o compromisso. Nesta circunstância, é apenas um caso de organização, o tão famigerado controle de fluxo  de caixa que permite saber com determinada precisão se haverá realmente recursos disponíveis para a data que o compromisso foi assumido ou não.

A cultura de mentir para os credores é algo que precisa ser combatida e por outro lado aqueles que ainda não conseguiram se organizar, que passem a fazê-lo. Estas ações dentro da empresa é o “tijolo” que edifica e economia como um todo e permite que a confiança se restabeleça e se multiplique. Se a confiança é algo que afeta tanto a economia do país, pode-se fazer cada um a sua parte ao restabelecer este elemento nos negócios. De “tijolo” em “tijolo” pode-se edificar novamente a confiança que falta para a economia decolar.

 

 

*Walter Roque Gonçalves
Professor ABS/FGV, consultor de resultados especializado em micro, pequenas e médias empresas | CRA 144.772 | Contato: (18) 99723-3109 | e-mail: walter@consultoriajk.com.br

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