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Opinião
Sábado, 19 de Setembro de 2020, 07h:00
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Falando de Esperança e de Vida

Por Paulo Eduardo de Barros Fonseca*

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Apesar dos encantamentos das conquistas materiais que vivenciamos e aquelas que se nos apresentam como possíveis para esta mudança de era, são enormes as preocupações com as eventuais consequências com o quadro civilizacional para que não ocorra uma ruptura da humanidade com suas responsabilidades de auto-sobrevivência.

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Paulo Eduardo de Barros Fonseca - Artigo

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

 

Como num processo de avanços e retrocessos, perdas e ganhos, há uma busca para compatibilizar o crescente progresso científico e tecnológico com as questões relativas ao relacionamento humano, na busca de um caminho que suscite à reflexão e, sobretudo, no desenvolvimento de políticas em saúde que promovam o bem-estar de toda pessoa.

A Organização Mundial de Saúde – OMS tem chamado atenção para os temas relacionados à saúde mental para demonstrar que essa é uma questão de saúde pública que tem solução.

Suas estatísticas mostram que o Brasil é o segundo país casos de depressão no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Em outro contexto, atualmente o suicídio é considerada a segunda principal causa de morte entre jovens com idades entre 15 e 29 anos, depois de acidentes de trânsito, e, ainda, há uma grande preocupação com o período da e pós-pandemia que poderá levar ao aumento tanto da depressão como do suicídio.

Em verdade se trata de um problema de saúde pública que, apesar de ainda ser tratado como tabu, deve ser abordado, mesmo porque estudos sobre essa temática mostram que existem formas de preveni-los. Isso, por meio de uma articulação em rede envolvendo famílias, poder público, religião, enfim, a sociedade como um todo.

Nas relações humanas, principalmente a família e os amigos terão papel importante prestando apoio, estímulo e incentivo constante na busca dos recursos para a melhora do doente. Na área da saúde, a terapêutica para suprir a falta de neurotransmissores no cérebro a ser adotada será prescrita pelo profissional médico e, eventualmente, pelo psicoterapeuta. No campo espiritual, é de ser investigada a causa da doença, devendo ser propiciado a pessoa uma recepção fraterna, de modo que a mesma se sinta apoiada e reconfortada, podendo ser-lhe aplicado o passe magnético, descongestionando determinados centros de força do nosso corpo e a água fluidificada, para ajudá-la na sua recuperação, e o estimulado para o estudo que consola e traz esperança.

Allan Kardec consignou que “a calma e a resignação adquiridas na maneira de considerar a vida terrestre e a confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, it. 14).  Por isso, não devemos nos esquecer de que “o coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.” (Provérbios, 17-22).

Porque precisamos falar de esperança e de vida, é importante cultivarmos o bom ânimo, os pensamentos saudáveis, as ações produtivas, acreditando naquilo que estamos realizando, colaborando, dessa forma, para o equilíbrio, reequilíbrio e bem-estar do corpo e do espírito.

 

 

*Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Vice-presidente do Conselho Curador a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

 

 

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