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Quinta-Feira, 05 de Setembro de 2019, 18h:58
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O universo da arte popular

Por Oscar D’Ambrosio*

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A Arte primitivista ou naif está fortemente vinculada à arte popular nacional, mas ainda não é devidamente valorizada internamente. Cabe lembrar que se convencionou chamar arte primitivista ou naif a que é produzida por artistas não-eruditos, a partir de temas populares geralmente inspirados no meio rural.

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Oscar D'Ambrosio

 

O termo naïve ("ingênuo", em francês), que se pronuncia "naif", ganha especial relevância entre artistas franceses e haitianos justamente para designar os pintores que rejeitam as regras convencionais da pintura ou que não tiveram acesso a elas.

O termo naïf está registrado no Novo Aurélio: “Diz-se da arte; esp. pintura, desvinculada da tradição erudita convencional e de vanguarda, e que é espontânea e popularesca na forma sempre figurativa, valendo-se de cores vivas e simbologia ingênua” (Ferreira, 1999, p. 1389).

E também no Dicionário Houaiss: “Diz-se de oucerto tipo de pintura, escultura etc. espontânea e autodidata, desvinculada de escolas convencionais, que resulta em composições primitivas, ger. detalhadas e de fácil compreensão” (Houaiss, 2001, p. 1992).

A arte naif apresenta geralmente cores vivas e uma imaginação, estilização e poder de síntese levados para a tela com uma técnica aparentemente rudimentar. Emlinhas gerais, pode-se dizer que a arte naif brota do inconsciente coletivo, mantém-se em constante renovação e se deixa penetrar por influências eruditas, embora conserve sua natureza própria. Sabedoria e sonho, portanto, se irmanam em obras difíceis de definir sob uma única catalogação.

 

 

*Oscar D’Ambrosio

Jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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