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Quarta-Feira, 20 de Maio de 2020, 18h:45
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Ódio pode gerar amor?

Por Oscar D’Ambrosio*

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A questão racial pode ser tratada de diversas formas nas artes. No cinema, existem desde versões históricas às contemporâneas. Entre estas últimas, “O Ódio que Você Semeia” merece destaque. Trata-se da adaptação do consagrado livro homônimo de Angie Thomas e tem como principal mérito colocar o tema sob o ponto de vista de uma adolescente.

Unesp

Oscar D'Ambrosio - Artigo

Oscar D'Ambrosio

 

A atriz Amandla Stenberg brilha como uma jovem de 16 anos que, em um gueto dos EUA, assiste ao assassinato de um amigo de infância por um policial branco. Sendo a única testemunha, tem a sua vida transformada como foco de atenção da mídia e centro da discórdia entre militantes negros, conservadores racistas e alienados.

O sucesso da personagem se deve ao fato de ela estar dividida desde as origens. É filha de um ex-traficante e ex-detento ligado aos ideais dos militantes Panteras Negras e, embora more no subúrbio, os pais a colocaram para fazer o ensino médio com seus dois irmãos em uma escola para brancos com o objetivo de que escapasse da violência e pudesse cursar uma faculdade.

Ela está dividida entre esses dois mundos. Na escola branca, é a aluna submissa. No gueto, tem que ser forte para sobreviver. A morte do amigo, precedido pelo assassinato de uma outra colega com quem brincava quando era criança, acende uma chama de dúvidas e questionamentos, sendo o principal se o ódio pode, de fato, gerar amor em algum momento.

 

 

*Oscar D’Ambrosio

Jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

 

 

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