Campo Grande/MS, Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2020 |
27˚
(67) 3042-4141
Opinião
Domingo, 20 de Setembro de 2020, 13h:15
Tamanho do texto A - A+

Trabalhos sociais das igrejas na pandemia

Por Wilson Aquino*

Artigo de responsabilidade do autor
Envie seu artigo para opiniao@capitalnews.com.br

Em tempos de pandemia, em que são recomendáveis e até proibidas as aglomerações, muitas igrejas Cristãs intensificaram seus trabalhos de ajuda ao próximo. Ministram por meio de atividades da igreja, levando variados tipos de ajuda à comunidade, pois elas, mais do que ninguém, sabem que a caridade é o puro amor de Jesus Cristo.

Divulgação

Wilson Aquino - Artigo

Wilson Aquino

 

A Igreja Morada, por exemplo, decidiu abrir suas portas para receber o Movimento Médicos pela Vida Brasil, que vem tratando precocemente pessoas do grupo de risco e profissionais da linha de frente de combate ao Covid-19 e a população em geral (sintomáticos e assintomáticos). O trabalho é voluntário tanto de médicos e enfermeiros como de membros da igreja na organização e manutenção dos trabalhos.

Certamente essa ação desenvolvida em Campo Grande e em várias cidades brasileiras, por esta e outras igrejas, tem salvado milhares de vidas.

Outras igrejas também foram à luta, colocando seus membros nas ruas  para levar todo tipo de ajuda a famílias que atravessam os mais variados problemas nesses tempos difíceis. Algumas fazem campanhas de doações de sangue, alimentos e agasalhos para servir à comunidade.

É fato que mesmo pequenas cestas básicas, com apenas alguns quilos de alimentos básicos é simplesmente tudo o que uma família de pessoas pobres rogava a Deus para que recebesse. Muitas estão desempregadas e/ou sofreram outras consequências desse drástico período de pandemia que o Brasil e o mundo atravessam.

Membros das igrejas, homens, mulheres e crianças, revestidos do puro amor de Deus, não medem esforços para concretizar os mais variados tipos de ajuda ao próximo.

A Igreja El Shaddai, que perdeu em Campo Grande o seu apóstolo Edilson Vicente da Silva, há alguns dias para a Covid-19, resolveu não retirar da frente do Hospital Regional, seu grupo de oração pelos doentes e necessitados ali internados.

O grupo de oração enfrentou até mesmo as fortes chuvas e o frio da semana passada, se revezando  entre seus membros para que a corrente de oração não fosse quebrada.

E o mais incrível disso, foi que a própria direção do hospital reconheceu os efeitos milagrosos das orações, tanto na recuperação de pacientes e no seu bem estar para enfrentar as doenças, como também na mudança de clima, mais alegre, comunicativo e participativo entre os servidores e funcionários.

Não há dúvida de que de fato a fé  remove montanhas. E nesse caso, mesmo Deus tendo levado o apóstolo Edilson, a fé de seus discípulos não se abalou. Pelo contrário, foi intensificada pelo grande amor ao próximo.

A Arquidiocese de Belo Horizonte ofereceu 1,5 mil igrejas católicas para acolher os doentes e evitar a superlotação do SUS.  A Igreja Batista também não perdeu tempo e foi à luta. Monitora membros que enfrentam maiores dificuldades materiais e na medida do possível, supre essas necessidades.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também tem um programa permanente de ajuda ao próximo. O “Mãos que Ajudam” é um programa dirigido pelo sacerdócio para prestar serviços comunitários e oferecer auxílio para os necessitados, inclusive nas calamidades em todo o mundo. Ela é tão organizada e prestativa que  nas grandes catástrofes é uma das primeiras  organizações a chegar ao local  para auxiliar no resgate  de pessoas e no amparo de desabrigados.

Possui um sistema de produção e armazenamento de alimentos  e outros produtos de primeira necessidade para serem doados em toneladas aos necessitados. A Imprensa mundial já registrou sua presença, os famosos “Coletes amarelos” do Programa “Mãos que Ajudam”. Convém ressaltar que toda essa produção e distribuição é feita pelos  próprios membros da igreja. Ela não aceita nenhuma ajuda financeira  de governo em nenhum país e seu clero não é remunerado.

Da mesma forma os Adventistas, Metodistas, Assembleianos, Luteranos e outras denominações também    exercem o Sacerdócio de Cristo de ajuda ao próximo, de variadas formas, por entenderem  que estamos cercados de pessoas  que necessitam de atenção, incentivo, apoio, consolo e bondade. Todo membro  Cristão é a mão do  Senhor aqui na Terra, com o encargo de servir e edificar seus filhos.

 

 

*Wilson Aquino
Jornalista e Professor

 

 

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix