Campo Grande/MS, Domingo, 17 de Outubro de 2021 |
27˚
(67) 3042-4141
Opinião
Sábado, 25 de Setembro de 2021, 18h:00
Tamanho do texto A - A+

Vender mais

Por Walter Roque Gonçalves*

Artigo de responsabilidade do autor
Envie seu artigo para opiniao@capitalnews.com.br

Diversos fatores podem levar uma empresa a “quebrar”, dentre eles está a falta de geração de caixa e seus desdobramentos. Talvez alguém pense: “Ora, se está faltando dinheiro em caixa, bora vender mais!”. Esta é uma meia verdade que precisa ser melhor explicada, pois isso pode colocar o empreendedor num caminho sem volta. Vender mais não significa mais dinheiro em caixa necessariamente. Pode ser também mais uma forma de acelerar o processo de falência dos negócios.

Divulgação

Walter Roque Gonçalves - Artigo

Walter Roque Gonçalves

 

Entender os principais fatores que geram falências é essencial para um ambiente, onde a grande maioria das empresas fecha nos primeiros anos e raras superam dez anos de existência, situação agravada pela pandemia que elevou o índice em 12,7% no ano de 2020, segundo a CNN Brasil. Alguns dos mecanismos que geram a insolvência de empresas, se identificados com antecedência, podem ser gerenciados e até evitados.


Vender é essencial para o crescimento de qualquer empresa, contudo, se o custo do produto estiver mensurado de forma equivocada, pode-se estar precificando produtos abaixo dos respectivos custos. Imagine que o produto custa efetivamente R$ 12 para ser produzido e o preço de venda é de R$ 9. Pode parecer até um absurdo, mas quando não se conhece os reais custos do produto isto pode acontecer. No final, há vendas, giro e faturamento, mas não sobra dinheiro em caixa.


Outro fator importante é a questão do estoque. Exemplo: compra de matéria-prima para pagar com 20 dias e receber dos clientes com 40 dias em média. Ou seja, tem que se pagar os custos dos produtos antes de receber do cliente. Portanto, vender mais pode sim resolver os problemas financeiros da empresa, desde que haja atenção à margem de lucro dos produtos e a diferença entre os prazos de pagamentos e recebimentos. Fatores como ponto de equilíbrio, fluxo de caixa, gestão de contas a pagar e receber também são importantes, mas ficam para outra matéria.

 

 

*Walter Roque Gonçalves

Professor executivo da FGV, consultor de resultados | CRA 144.772 | Contato: (18) 99723-3109 | e-mail: walter@consultoriajk.com.br

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix