Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 27 de Abril de 2026


Justiça Segunda-feira, 06 de Abril de 2026, 16:45 - A | A

Segunda-feira, 06 de Abril de 2026, 16h:45 - A | A

Omertá

Delegado é dispensado de chefia e assume função de assessor na Polícia Civil

Márcio Shiro Obara foi absolvido em investigação da Operação Omertà e agora é designado para novo cargo

Elaine Oliveira
Capital News

O delegado Márcio Shiro Obara foi dispensado do cargo de chefia na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e passou a exercer a função de confiança de assessor especializado. A mudança foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Estado.

A dispensa foi assinada pelo delegado-geral Lupérsio Degerone Lucio. Com a decisão, Obara deixa a função de delegado-chefe da seção de armamento da DGPC e passa a atuar no Departamento de Recursos e Apoio Policial.

“Designar MARCIO SHIRO OBARA, Delegado de Polícia, Classe Especial, para exercer a função de confiança de Assessor Especializado”, diz trecho da publicação oficial, que passa a valer a partir da data divulgada.

Absolvição na Operação Omertà

O nome do delegado esteve envolvido nas investigações da Operação Omertà, que apurou a atuação de uma organização criminosa supostamente liderada por Jamil Name e seu filho Jamil Name Filho.

Em 2023, Obara já havia sido absolvido. Posteriormente, em junho de 2024, a Justiça voltou a analisar o caso após recurso do Ministério Público, mas manteve a decisão por falta de provas. No mesmo processo, também foram absolvidos Fahd Jamil e Flávio Georges.

• Saiba mais sobre a Operação Omertà

Acusações e investigações

Durante as investigações, o Gaeco apontou que Obara, à época titular da Delegacia de Homicídios, teria recebido propina de R$ 100 mil para interferir em apurações de execuções no Estado.

Segundo a acusação, o pagamento teria sido intermediado por Marcelo Rios, com o objetivo de impedir o avanço das investigações e evitar que os mandantes dos crimes fossem identificados.

Entre os casos citados estavam as mortes de Ilson Martins Figueiredo, além de Alberto Aparecido Roberto Nogueira e Anderson Celin Gonçalves da Silva.

Apesar das acusações, a Justiça concluiu pela absolvição dos envolvidos, decisão mantida em instância superior por ausência de provas suficientes.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS