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Mãe e padrasto da criança são réus pela morte da pequena Sophia, sentença será definida nesta quinta-feira
O primeiro dia de julgamento pelos crimes que resultaram na morte da menina Sophia de Jesus Ocampo, de 2 anos, foi marcado por relatos chocantes tanto da acusação quanto da defesa. O crime é atribuído a Stephanie de Jesus da Silva, mãe da criança, e Christian Campoçano Leitheim, padrasto. O julgamento ocorre no Fórum de Campo Grande e era esperado que Christian também falasse hoje, porém, o depoimento dele só será realizado nesta quinta-feira (4).
A defesa dos réus alega a inocência de ambos. Os advogados afirmam que Christian estava dormindo no dia do crime e que Stephanie era vítima de um ciclo de violência, caracterizado pela Síndrome de Estocolmo, sendo manipulada pelo companheiro. Durante o julgamento, Stephanie se emocionou diversas vezes, enquanto Christian manteve-se impassível. A acusação apresentou provas contundentes, como um áudio no qual Christian orienta Stephanie a torturar a menina para fazê-la parar de chorar, o que causou grande comoção no tribunal.
Entre as testemunhas ouvidas, destacaram-se o depoimento de um psicólogo forense, que apontou sinais de Síndrome de Estocolmo em Stephanie, além de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. O profissional explicou que o comportamento de Stephanie, de permitir o abuso, é característico da síndrome. Também prestaram depoimento testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela defesa de ambos os réus, com o depoimento dos acusados aguardado para a noite de quarta-feira.
O caso chocou a sociedade e gerou uma grande mobilização no Fórum, com protestos e a presença de estudantes de Direito de universidades locais. A causa da morte de Sophia foi apontada como traumatismo raquimedular, além de abuso sexual, e as investigações revelaram que a criança já havia sido atendida diversas vezes em unidades de saúde devido aos maus-tratos. A Polícia Civil confirmou que Christian teria orientado Stephanie a mentir sobre a causa da morte, alegando que a criança havia caído de um parquinho.
Morte brutal
Segundo o laudo médico, a menina Sophia de Jesus Ocampo morreu em decorrência de um traumatismo raquimedular, isto é, lesão na coluna vertebral. O laudo também constatou que ela havia sido estuprada, porém, "não recente". A pequena morreu entre 9h e 10h do dia 26 de janeiro de 2023, mas só foi levada ao hospital às 17h.
Na unidade de saúde, a mãe não teria esboçado surpresa ou remorso quando soube da morte da filha, segundo descreve o registro policial. A Polícia Civil afirma que as investigações apontam que o padrasto teria orientado a genitora a dizer que a criança “caiu do playground[parquinho]”.
Relatos fortes de crueldade à Sophia
Durante as investigações, o que chamou atenção da Polícia Civil é que a menina havia sido atendida mais de 30 vezes na unidade de pronto atendimento. Inclusive, em uma delas, a criança estava com a perna quebrada. Com a apuração, foi constatado que a pequena teve a perna quebrada com um chute do padrasto, Christian.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, analisou as mensagens trocadas entre Christian Campoçano Leitheim e Stephanie de Jesus da Silva e constatou que os réus torturavam. Foi feita quebra de sigilo telefônico no celular de Christian.
Regina Celia Guimaraes 09/12/2024
sua sindrome é medo de perder o macho, prisao perpetua é pouco.
Maria Ediluzia Lima Fonseca 05/12/2024
Meu Deus, era pra ter pena de morte no Brasil
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