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Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020, 11h:47
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Fake News: Polícia Civil desmente crimes em série na Capital

Notícias começaram a circular desde da última sexta-feira

Elaine Silva
Capital News

Divulgaçã/Polícia Civil

Delegacia Geral

Delegacia Geral

Em um nota divulgada a imprensa a Polícia Civil informou que “não existe qualquer indício de ataques em série a mulheres em Campo Grande ou no interior do Estado, bem como qualquer suspeita de sequestros ou desaparecimento de pessoas do sexo feminino cometidos em série no Mato Grosso do Sul”. 

 

As Fake News começaram a circular na última sexta-feira (03), nas redes sociais, além de áudios replicados em aplicativos de conversas, afirmando que facções criminosas estariam atuando de forma coordenada no ataque a mulheres jovens com o intuito de provocar insegurança em Mato Grosso do Sul.

 

“A instituição esclarece, entretanto, que se tratam de notícias falsas criadas com o intuito de espalhar medo na população. Casos isolados, como a morte de uma vítima no bairro Tiradentes e uma importunação sexual cometida por um homem em um veículo prata no bairro Jardim Itamaracá, já estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios e pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, respectivamente, mas tratam-se de casos isolados e que não possuem qualquer tipo de ligação entre si”, esclarece a nota da Polícia Civil. 

 

Os policiais ainda advertem que “compartilhar notícias sem verificar sua veracidade pode promover uma sensação de insegurança e pânico na população e prejudicar o trabalho policial. Criar áudios ou notícias de modo a anunciar perigo inexistente configura contravenção penal passível de responsabilização criminal”.

 

 A Polícia Civil está investigando a autoria dos áudios com tais notícias falsas e pede o cuidado redobrado da população ao compartilhar informações recebidas de amigos ou grupos de conversas nas redes sociais.

 

Em relação as pessoas que “tenham passado por qualquer situação de violência para que procurem uma delegacia de polícia próxima a fim de esclarecer qualquer dúvida ou registrar ocorrência. Não basta publicar nas redes sociais, é preciso acionar os canais oficiais de denúncias tais como Delegacias de Polícia, Disque 180 e BO Online”, finaliza a nota. 

 

Caso Carla 

As ‘informações’ nas redes sociais sobre essa suposta ação de uma facção criminosa iniciaram quando a jovem Carla foi sequestrada em frente a sua residência. Em diversos grupos várias mulheres começaram a relatar várias marcas de veículos que as perseguiam ou até mesmo tentaram sequestrar. 

 

 

A jovem Carla Santana Guimarães, 25 anos, foi sequestrada na noite de terça-feira (30) ao voltar do mercado. Caso aconteceu no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Na sexta-feira (03), ela foi desovada com marcas de esganadura e nua, na esquina de sua casa e encontrada pelo tio e um primo que saia para trabalhar. 

 

Carla foi deixada nua e com sinais de esganadura. A polícia investigava o sequestro e imagens de câmeras de segurança que ficavam em uma padaria já tinham sido analisadas, mas como as imagens estavam prejudicadas não tinha como ver o carro que havia levado a jovem.

 

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