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Quarta-Feira, 18 de Março de 2020, 11h:27
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Integrantes que tentou furtar Banco do Brasil são presos

Ação aconteceu no última final de semana em três estados

Elaine Silva
Capital News

 

Divulgação/Polícia Civil

Garras

Operação aconteceu neste sábado e domingo

Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) com o apoio do Ministério da Justiça (Secretária de Operações Integradas) deflagrou a segunda etapa da operação cognominada de Euphractu, e prendeu integrantes de quadrilha que tentou furtar agência do Banco do Brasil. Foram cumpridos três mandados de três prisão e sete de busca e apreensão, nos estados de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ação aconteceu no último final de semana. 

 

A operação decorre de investigações iniciadas pelo Garras com vistas a identificar integrantes de uma organização criminosa responsável pela tentativa de subtração de valores dos cofres do Núcleo de Valores (NUVAL) do Banco do Brasil S/A, na Rua Alegrete, no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, fato que resultou na prisão em flagrante de várias pessoas em 22 de dezembro de 2019.

 

Após intenso trabalho de investigação foi detectado a participação de inúmeros outros indivíduos na ação e, a partir de seus vínculos, de acordo com a participação mais ou menos efetiva e/ou intensa na sua estrutura, foi possível reuni-los em 4 núcleos, de acordo com os critérios de distribuição de tarefas e função na organização criminosa ou de demanda de seus serviços.

 

Conforme a Polícia Civil, o primeiro, dito “Núcleo Duro”, compõe-se dos quatro indivíduos que idealizaram, financiaram e coordenaram a empreitada. Os fatos evidenciam que esses indivíduos juntaram ao menos R$ 1,3 milhão com a prática de pelo menos dois roubos a banco em Campo Grande (contra o Banco do Brasil no ano de 2016 – R$ 1.100.000,00; e contra a Caixa Econômica Federal no ano de 2019 – R$ 230.000,00). O trio elegeu um desses indivíduos, acunhado de “velho” (preso pelo Garras na última sexta-feira (13), na cidade de Marília/SP) para que coordenasse o plano de subtração do valor depositado no Núcleo de Valores (NUVAL) do Banco do Brasil S/A. Esse indivíduo usava documento falso, sendo que contra ele pesa condenação a mais de 28 anos de prisão pela pratica do crime de roubo a banco e formação de quadrilha.

 

O segundo, dito “Núcleo Gerencial”, é formado por três indivíduos, sendo que um deles entrou em confronto com a polícia e veio a óbito durante a primeira etapa da operação; o segundo foi preso no último sábado (14), na cidade de Bela Vista/MS; já o terceiro é morador da cidade de Novo Hamburgo/RS e encontra-se foragido.

 

Durante a investigação, foi possível identificar incessantes encontros e reuniões entre esses indivíduos e os demais integrantes da Organização Criminosa, tudo registrado no decurso dos vários meses de apuração sigilosa.

 

O terceiro grupo, dito “Núcleo de Apoio”, é formado por ao menos 6 seis indivíduos, os quais - igualmente associados de forma estável e permanente aos demais agentes - de alguma forma auxiliaram a organização em seu propósito criminoso.

 

Finalmente, o quarto núcleo, dito ‘Núcleo de Execução’, é formado essencialmente por mais 7 indivíduos que - associados permanentemente aos integrantes do segundo e terceiro núcleos – diretamente praticaram os atos de execução (a exemplo escavação e escoramento do túnel). Os criminosos são oriundos dos mais diversos estados da federação e tiveram a prisão preventiva decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande/MS.

 

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