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Terça-Feira, 15 de Outubro de 2019, 15h:54
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Coordenadora esclarece problemas durante as eleições para conselho tutelar

Vereador convida Alessandra Hartmann para usar a tribuna da Casa de Leis

Adriana Ximenes
Capital News

Izaias Medeiros

Coordenadora esclarece problemas durante as eleições para conselho tutelar

"Erramos em muitas partes, mas tentamos consertar. Temos que ter coragem de quando erramos, pedir desculpa, mas fizemos o que podíamos fazer" disse Alessandra Hartmann

 

Na sessão ordinária da Câmara Municipal, desta terça-feira (15) a coordenadora da Comissão Eleitoral do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) Alessandra da Silva Hartmann, prestou esclarecimentos na Tribuna da Casa de Leis sobre as eleições para conselheiros tutelares de Campo Grande. 

 

A convite do vereador João César Mattogrosso (PSDB), Alessandra Hartmann falou sobre as legislações que estabelecem o processo de escolha dos conselheiros tutelares. A preparação, segundo ela, começou ainda em setembro do ano passado. Foram 60 locais de votação, o dobro da eleição de 2015. A expectativa era contar com 25 mil eleitores. Todo o planejamento previa a utilização de urnas eletrônicas. “Não se previa a de lona. Isso nem se passava pela nossa cabeça. Antes do edital, já havíamos nos articulado com o TER para o fornecimento”, disse, complementando que as máquinas foram testadas e os candidatos puderam acompanhar nomes e números. 

 

No entanto, foram concedidas liminares pela Justiça para inclusão de conselheiros tutelares que haviam sido considerados inaptos nas etapas anteriores. Não houve, portanto, tempo hábil para inclusão desses nomes. “Tivemos que, infelizmente, optar pela urna de lona. Foi feita reunião e decidimos junto com o MPE”, disse. Foram confeccionadas 24 mil cédulas e entregues nos locais de votação. A coordenadora esclareceu que a empresa responsável pelo processo não previa urna de lona e nem as cédulas.  “Em algumas seções, acabaram as cédulas, mas nenhuma ficou sem ser abastecida. Houve atraso na reposição, houve sim filas e espero que isso seja corrigido na próxima eleição”, disse a coordenadora. Ela defendeu ainda incremento no orçamento do CMDCA para maior estrutura na organização desse processo de escolha dos conselheiros. 

 

Foram registradas reclamações sobre falta de cédulas e atrasos consideráveis em determinados locais de votação; falta de nomes de alguns candidatos; ausência de nomes de alguns eleitores que desejavam votar; falta de pessoal de apoio para organizar o processo. 

 

Para o vereador João César Mattogrosso, autor do convite para a coordenadora falar do tema, agradeceu aos esclarecimentos. “Não teve dolo, falta estrutura, sabemos que por conta das liminares não puderam usar urnas eletrônicas. Temos o problema da quantidade de locais, pois não se esperou por tantos munícipes. A partir da próxima vai cuidar melhor. Fica situação em que conselheiros que são aptos vão ganhar com gosto amargo. Os que ficaram de fora também porque poderiam estar dentro. A 26ª candidata ficou por dois votos. O que vai acontecer? A culpa é de alguém. A gente espera que a justiça venha apaziguar”, ressaltou.  

 

Alessandra Hartmann disse que foram contabilizados 20.336 votos. Quanto à contagem, as pessoas tiveram os nomes publicados em Diário Oficial. “Cédulas faltaram, ocorreram falhas, tentamos restabelecer. Erramos em muitas partes, mas tentamos consertar. Temos que ter coragem de quando erramos, pedir desculpa, mas fizemos o que podíamos fazer.

 

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