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Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 11h:32
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Enfermeiros e representantes de classe cobram piso salarial e fixação da carga horária

Audiência pública debateu atual situação da categoria no município.

Flavia Andrade
Capital News

Divulgação/CMCG

Enfermeiros e representantes de classe cobram piso salarial e fixação da carga horária

Audiência pública debateu atual situação da categoria no município.

 

Nesta segunda-feira (15), a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande realizou audiência pública para debater a situação dos enfermeiros, com o tema “30 Horas da Enfermagem - Efeitos e Consequências”. Com a presença de profissionais e representantes da categoria, os vereadores receberam cobrança relacionada a implementação do piso salarial e fixação em 30 horas da carga horária de trabalho semanal da categoria. A vice-presidente da Comissão, vereadora Enfermeira Cida Amaral, discutiu melhorias para os trabalhadores da área da enfermagem em Campo Grande.

 

Para a parlamentar, “Não é a primeira, nem a última audiência, para se falar de 30 horas e piso salarial. É uma árdua batalha nossa, que vem desde 1994. Mas, a gente não pode desistir de nossos sonhos. Quando convidei os colegas, estava com esse objetivo, de que essas 30 horas acompanhadas de um piso salarial digno nos trouxesse mais condição de trabalho, mais qualidade de vida para nós e para quem recebe nossa assistência”, declara Cida Amaral.

 

Conforme o Projeto de Lei nº 2295/2000, o qual tramita no Congresso Nacional há 19 anos. A luta da categoria é antiga e a proposta fixa em 30 horas a carga horária de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além das parteiras de todo o país. Representando a categoria, em sua luta diária, a vereadora Enfermeira Cida reuniu-se em Brasília e oficializou o pedido de apoio com vários deputados federais durante agenda em abril deste ano.

 

Segundo a Coren/PR, Dra Simone Peruzzo, em sua palestra realizada durante a Audiência Pública,“Precisamos que ações parlamentares demonstram essa preocupação com nós. A jornada de 30 horas semanais não é nenhum privilégio. É uma necessidade. Quando se fala em 30 horas, falamos de uma necessidade frente a uma profissão que tem uma especificidade: o cuidado. É diferente da medicina que trabalha com a patologia. Nós trabalhamos com o cuidado. É cuidado nas 24 horas, nos diferentes ciclos de vida dos pacientes que assistimos. Ela tem que ter um olhar diferenciado, sim, inclusive na carga horária, salários e benesses que, eventualmente, o mundo do trabalho deveria estar preocupado e oferecendo”, pontua.

 

Para o vereador Pastor Jeremias Flores, “Essa profissão é um dom recebido de Deus. Essa luta continua. Contem com essa Casa. Eu sou defensor daquilo que é o anseio da comunidade, e a enfermagem faz a diferença na vida de todos nós”, diz.

 

Já o parlamentar Dr. Wilson Sami, “A enfermeira e o técnico são meus braços. Sem eles, me sinto desamparado. Quem segura, de fato, a saúde brasileira nos hospitais, nas madrugadas, são os enfermeiros e técnicos. Às vezes eu estou dormindo, e quem está cuidando da minha paciente é o enfermeiro”, enfatiza.

 

Por último, também representante da categoria, o vereador Fritz agradeceu, “Estamos aqui trabalhando, galgando agora, em âmbito estadual e federal. Essa Casa agradece muito ao presidente e aos 29 vereadores que votam com nossos sonhos. Eu, enquanto político, estou realizado, mas ainda temos muito a avançar, principalmente no âmbito privado. Nesse sentido, buscamos fortalecer sindicatos e Conselho em cima de um projeto político que foi construído com união e representatividade. Não admito quem diz que a enfermagem não é unida. Ela é unida e se mostra presente nos dois vereadores que vocês têm nesta Casa”, conclui.

 

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