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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 17h:42
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Nelsinho Trad contesta reajuste abusivo na tarifa de energia em MS

Senador busca solução pela terceira vez, mas diretor-geral da Aneel afirma que MS paga uma das menores tarifas do centro-oeste.

Paula Navarro
Especial para o Capital News

Luis Carlos Campos Sales

Nelsinho Trade em Audiência pública com o diretor-geral da Aneel

É a terceira vez que Nelsinho Trad (PSD/MS) contesta aumento abusivo da tarifa.

Em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, nessa terça-feira (21), o senador Nelsinho Trad (PSD/MS) questionou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, sobre o porquê de Mato Grosso do Sul apresentar um aumento tão expressivo na conta de energia. A insatisfação do senador começou em abril, quando a Aneel aprovou o reajuste de 12,48% na tarifa de energia elétrica para consumidores residenciais.

 

De acordo com a assessoria de Nelsinho Trad, durante a sessão no plenário, o senador afirmou que o reajuste é abusivo, e perguntou o que pode ser feito para que haja uma redução dessa taxa. “Gostaria de saber se temos como baixar a nossa tarifa assim como foi feito no Ceará, em que um acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica resultou em uma diminuição de 2,97% do reajuste previsto pela agência reguladora. Tem alguma coisa para fazer?”, questionou ao diretor-geral da Aneel.

 

Essa foi a terceira vez que o senador Nelsinho Trad fez o contestou a decisão da Aneel. Conforme sua assessoria, a primeira tentativa de acordo aconteceu no início de abril, quando o parlamentar exigiu explicações da agência. Em resposta, a diretora da Aneel, Elissa Bastos Silva,  recebeu o senador Nelsinho e as senadoras Simone Tebet (MDB/MS) e Soraya Tronickie (PSL/MS) na Agência, mas o senador não se deu por satisfeito e continuou com as cobranças.

 

Um mês depois, Nelsinho voltou a cobrar a Aneel em plenário, usando o exemplo do Ceará, e manifestou sua esperança de que a empresa que fornece energia em MS, junto com as autoridades competentes, seguissem o mesmo caminho para chegar a um consenso, porém, o senador novamente não foi atendido.

 

“Temos um problema grave no estado, o trabalhador reclamando, os empresários, isso gera desemprego, não fomenta a economia, o estado está sentindo muito com esse reajuste acima da inflação”, contestou Nelsinho. Ele ainda afirmou que isso vai na contramão do que todos sonham para o Brasil, um país com geração de emprego, renda e desenvolvimento.

 

Em resposta

 

O diretor-geral da Aneel, André da Nóbrega, justificou que no momento a tarifa de energia do MS não pode ser reduzida, porque o Estado apresenta, hoje, um dos índices mais baixos do país, sendo de 10 consumidores por quilômetro de rede. O que faz com que menos pessoas custeiem os ativos de distribuição e logo a tarifa tende a ser maior.

 

“São poucos consumidores, e que consomem pouco, e isso eleva o valor da tarifa. Além disso, Mato Grosso do Sul não tem uma atividade industrial muito elevada. São apenas 38% consumidores de alta tensão, ou seja, indústrias, e o restante é consumo residencial”, explicou André da Nóbrega. 

Luis Carlos Campos Sales

Nelsinho Trade em Audiência pública com o diretor-geral da Aneel-2

Audiência pública com o diretor-geral da Aneel aconteceu na manhã dessa terça-feira (21). 

 

Ainda conforme o diretor-geral da Aneel, Mato Grosso do Sul apresenta uma das menores tarifas dos centro-oeste, mesmo com essas características. “Agora temos que trabalhar numa agenda de desoneração da tarifa, para reduzir o custo de geração, o custo das térmicas do país, respeitando os contratos pactuados mas revendo-os assim que possível”, ponderou.

 

 

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