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Simone Tebet se reúne com lideranças do MDB-RS

O intuito é tornar a senadora como candidata ao comando nacional do partido

Adriana Ximenes
Capital News

Divulgação / CP

Simone Tebet se reúne com lideranças do MDB-RS

Lideranças do MDB gaúcho

Lideranças do MDB gaúcho definiram em menos  três reuniões realizadas  na noite do último domingo (01), estratégias para  emplacar o nome da senadora Simone Tebet (MDB/MS) como candidata ao comando nacional do partido.

 

Para Simone, é necessário ter clareza no movimento nos próximos cinco dias, saber qual a reação do grupo lá, se eles estão somando conosco, porque ninguém quer dividir o partido. 

Precisamos fazer um mea culpa, mas não queremos apontar dedo e nem olhar para trás.

 

Por enquanto, a senadora tem apoio de parte do MDB gaúcho, por onde o movimento começou, nos estados de Santa Catarina e Paraná, que estavam representados na reunião por seus respectivos presidentes, Celso Maldaner e João Arruda. E de seu próprio estado, o Mato Grosso do Sul. Juntos, os quatro estados possuem 24,5% dos 425 votos da convenção nacional. O RS, maior colégio do país, tem 41, SC tem 32, o PR 21 e MS 10.

 

Posicionada ao lado do ministro da Cidadania, Osmar Terra, na mesa principal da reunião, Tebet usou argumentos conhecidos dos emedebistas para justificar as participações no governo: as qualificações pessoais e ‘o trabalho pelo bem do Brasil’. “O ministro está lá sim representando o MDB, mas não esse MDB fisiológico. Ele carrega a bandeira do MDB no governo, mas não está lá com o compromisso do MDB de apoiar o governo sejam quais forem as medidas que venha a tomar. A bancada no Senado, por exemplo, é independente, embora tenha um senador que foi escolhido para ser líder do governo. Alguns podem pensar que o que interessa é o novo. Eu repito que o que a juventude e o país precisa é do tradicional: são os costumes, os valores da ética, do trabalho e da história”.

Caciques x juventude no Rio Grande do Sul

 

O ex-senador Pedro Simon não escondia sua contrariedade, após ter insistido, sem sucesso, para que Tebet se lançasse publicamente. Na manhã desta segunda, em público, a senadora disse que ele, Simon, é quem seria o mais indicado à função. Em outro momento do discurso, assinalou que não vai “fechar as portas do partido porque, se sou operária, sou operária para qualquer posição. Então não tem nada fechado”. Ao final, destacou que seu tempo ainda “é de semeadura, e não de colheita.” Parte do público, reunido para endossar o apoio à senadora, ficou confuso.

 

Na disputa, os ‘históricos’ assinalam que Souza também não representa de fato renovação, já que é afilhado político do ex-ministro Eliseu Padilha e, portanto, do grupo de Temer. “Na verdade eles querem é compor e ocupar espaço na executiva nacional, mas não representam uma mudança”, argumenta um dos interlocutores da comissão. “Respeitamos toda a história e todas as lideranças, mas discordamos do que está acontecendo aqui e reafirmamos que nosso candidato é o deputado Gabriel”, rebateu o presidente em exercício da Juventude do partido no RS, João Ricardo Vieira Oliveira.

 

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