Em reunião com portas fechadas na manhã desta sexta-feira, 10, no plenárinho da Câmara Municipal de Campo Grande, o presidente da Assetur (Associação das Empresas do Transporte Coletivo), João Rezende, diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade, e vereadores da Capital discutiram sobre a possibilidade de redução da tarifa de ônibus, atendendo ao pedido da promotora de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE), Regina Dornte Broch.
De acordo com o presidente da Casa, Paulo Siufi, deve ser apresentado na próxima terça-feira, 14, a lista de nomes da Comissão que será formada para estudar a redução tarifária, composta por vereadores, um representante do MPE, da Agetran, Agência de Regulação e da Assetur. “Essa comissão vai rever a gratuidade, se existe ou não condições de alterar ou se adequar alguns pontos dessa gratuidade que hoje existe.” – declara Siufi.
A Lei de gratuidade quando foi colocada em prática em 1992, apenas 9% dos usuários recebiam esse beneficio que agora se estendeu para 18%. “Nós temos que verificar onde pode ser adequada essa lei. Os estudantes se sentem no direito e nós decidimos que temos que assegurar esse direito já conquistado.” – explica Siufi.
Conforme o diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade, somente em 2009, cerca de 7 mil estudantes perderam o beneficio, mas se fosse cortado o passe do estudante não refletiria no valor da tarifa. “Nós estamos aprimorando esse ponto da gratuidade, para evitar que alunos que moram perto da escola ou que não utilizam o cartão e passam para terceiros usarem tenham direito a esse beneficio. A retirada do passe estudante reduziria poucos centavos na tarifa” – afirma Trindade.
A solução
Tanto o presidente da Câmara Municipal, Paulo Siufi, quanto o presidente-diretor da Agetran, Rudel Trindade, apontam como uma saída para a redução a divulgação do uso do cartão temporal, onde a passagem custa R$ 2,30.
De acordo com Rudel, o uso do cartão implicaria positivamente nos custos diários do transporte coletivo. Ele explica que o uso do cartão ao invés do dinheiro daria mais agilidade no transporte, economizando combustível e tornando possível a retirada de alguns ônibus da linha, já que ele realizaria sua rota em menos tempo, diminuindo o intervalo de tempo entre um e outro ônibus.