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Segunda-Feira, 09 de Março de 2020, 17h:43
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Agronegócio cresce 3,8% e representa 21% do PIB brasileiro em 2019, diz CNA

Estudo leva em conta o desempenho de todo o setor durante o ano, ao contrário do IBGE que só considera o resultado das lavouras.

Flávio Veras
Capital News

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,81% em 2019 na comparação com 2018, divulgou nesta segunda-feira (9) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Escola de Estudos Agrários da USP (Esalq).

 

Segundo o levantamento, o setor representa 21,4% do PIB total do país. Esse dado é diferente do PIB agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, que calcula o que é produzido dentro das fazendas.

 

Já o índice da CNA leva em conta o agronegócio como um todo, como as agroindústrias (como frigoríficos) e o setor de serviços (como transporte de mercadoria).

 

Entre os segmentos do setor, o PIB cresceu para insumos (5,54%), agroindústria (4,99%) e agrosserviços (6,77%), mas recuou para o segmento primário (3,03%); nesse último caso, pressionado para baixo pela agricultura. Por outro lado, o desempenho da pecuária foi considerado excelente pelo estudo.

 

Soja e café decepcionam

 

Dentre as culturas com reduções no faturamento, destaca-se o café. O menor faturamento da cultura (24,99%) em 2019 refletiu os menores preços reais (6,20%) e a menor produção (20,03%).

 

No caso da soja, principal produto do agronegócio brasileiro, o menor faturamento anual (-9,33%) em 2019 também ocorreu às diminuições do preço (-5,97%) e da produção (-3,56%), frente a 2018.

 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda na produção foi atribuída à redução na produtividade (-5,5%).

 

Bom desempenho das carnes

 

O relatório destaque a suinocultura, por exemplo, foi a atividade que registrou a maior elevação de preços em 2019: 29,65% frente a 2018. Com o setor respondendo ao cenário positivo, a produção também teve crescimento, de 4,21%. O impulso costumeiro da demanda doméstica nos últimos meses do ano também influenciou na alta de preços.

 

Segundo a Esalq, o índice de preço da arroba do boi gordo (15 kg) foi o maior da série histórica iniciada em 1994. Isso ocorreu especificamente em novembro, quando se observou o aquecimento da demanda doméstica pela carne, concomitantemente ao da demanda externa, especialmente da China.

 

A avicultura também registrou alta considerável dos preços reais (13,09%), de acordo com o levantamento, mas a produção de aves ficou praticamente estável (-0,07%). Pesquisadores apontam que as exportações da carne, embora tenham sido firmes, ficaram aquém das boas expectativas atreladas ao possível efeito da PSA sobre a demanda internacional.

 

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