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No ranking nacional de produção de leite MS ocupa a 19ª posição

Soluções para incentivar produção de leite no Estado é tema de audiência pública

Laryssa Maier
Capital News

Luciana Nassar/ ALEMS

Audiência pública busca soluções para incentivar produção de leite em MS

O diretor comercial da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Ronan Salgueiro, destacou a relevância da realização de uma audiência pública sobre o tema

Em audiência pública realizada na segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa (ALEMS), debateram soluções para alavancar a produção de leite no Estado, “Desafios da Atividade Leiteira em Mato Grosso do Sul”. O evento foi realizado por proposição do deputado Capitão Contar (PSL), vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, Agrária e Pesqueira.

 

“Somos um Estado referência em produção e produtividade, mundialmente conhecidos na qualidade da carne, mas quando o assunto é setor leiteiro ainda sobram dificuldades”, refletiu o parlamentar. O deputado defendeu que por meio do debate a situação pode ser revertida. “Podemos avançar ouvindo e dando estímulos a essa cadeia. É um setor consolidado que contribui para nossa economia com emprego e renda. Precisamos ajudar o produtor, principalmente o de pequeno porte. A ideia é escutar os segmentos e propor intervenções. Temos canal de comunicação com o Executivo e as demandas levantadas serão trabalhadas”, explicou Contar.

 

O diretor comercial da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Ronan Salgueiro, destacou a relevância da realização de uma audiência pública sobre o tema. “Hoje é um marco histórico da cadeia de lácteos em MS. Essa audiência é muito importante. Nós apoiamos essa ferramenta, porque é uma reunião organizada e  transparente para comunicação entre vários segmentos”, destacou o diretor. 

 

De acordo com os participantes da audiência, um dos principais obstáculos que a cadeia produtiva enfrenta para desenvolver o setor é a tributação. “Temos uma indústria que paga pouco, pois está sem competitividade.Pagamos o ICMS [Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação] mais caro quando comparamos Mato Grosso do Sul aos estados vizinhos”, afirmou Wilson Igi, diretor do Sindicato Rural de Campo Grande e representante da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).

 

Wilson Igi afirmou que o setor leiteiro estadual está vivendo uma crise. “Desde 2015, houve uma queda grande na produção de leite em MS”. Segundo o representante da Famasul, naquele ano, o país entrou em crise, o consumo do produto diminuiu e a produção se adequou à nova realidade do mercado, porém a queda em MS foi significativa. “No Brasil, a produção caiu 4% contra mais de 41% em MS. Hoje, a produção só é viável a curto prazo. A médio e longo prazo, os produtores estão desistindo", disse. Segundo Igi, em 2018, o Estado passou a importar leite.

 

Segundo assessoria, dentre as intervenções propostas pelos produtores, para ajudar a desenvolver o setor leiteiro, estão: a equiparação do ICMS com estados vizinhos; aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) de acordo com as diretrizes originais; criação de programas de incentivos conforme os que são dados à avicultura, à suinocultura e ao novilho precoce; criação do fundo de desenvolvimento para o leite; redução do custo de produção por litro de leite produzido; e pagamento do leite por volume e qualidade.

 

Além das instituições do segmento, participaram da audiência pública produtores de cidades do interior de Mato Grosso do Sul, como Terenos, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Dois Irmãos do Buriti, Anaurilândia, Itaquiraí, Sidrolândia, Iguatemi, Guia Lopes, Cassilândia, Nova Andradina, Nova Alvorada e Inocência. 

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