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Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2020, 16h:46
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Produção de grãos deve chegar a 278 milhões de toneladas

Segundo a Conab, um aumento de 8%

Laryssa Maier
Capital News

Governo do Estado/Divulgação

MS aumenta área plantada e entra para maiores produtores de grãos do país

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O Brasil poderá colher 278,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/21, o que representa aumento de 8%, segundo cálculos estatísticos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa a produção de 15 grãos, sendo que milho, soja, algodão, arroz e feijão participam com 95% do total. 

 

A safra de soja é prevista pela Conab em 133,5 milhões de toneladas e a de milho, em 112,9 milhões de toneladas no próximo ano. A projeção de aumento da colheita da soja decorre da expectativa de melhor produtividade, que pode chegar a 3.526 quilos por hectare, e também da ampliação na área, estimada em 3% - atingiria 37,86 milhões de hectares. O avanço do grão ocorre principalmente em áreas de pastos degradados, de renovação de cana-de-açúcar e também há casos de troca de cultura. 

 

O aumento de área para produção de milho é estimado em 7%, chegando a 19,78 milhões de hectares nas três safras – em 2019/20, a primeira safra produziu 23% do total, a segunda contribuiu com 74% e a incipiente terceira safra, com 3%. A produtividade média pode melhorar 3%, segundo a Conab, indo para 5.709 kg/ha. 

 

A previsão da Conab é de que as exportações brasileiras de soja aumentem 5,8%, indo para 86,79 milhões de toneladas. As de milho são estimadas em 39 milhões de toneladas, crescimento de 13%. 

 

A Conab estima que a área cultivada de arroz aumente em 12% em 2020/21. A produtividade, no entanto, deve ter queda de 4%, o que resultaria em colheita de 11,98 milhões de toneladas. O ritmo de exportação e importação, segundo a Conab, deve permanecer estável. Já o consumo interno poderá aumentar em 5,1% em relação ao da atual safra, podendo atingir 10,8 milhões de toneladas. 

 

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou da live de apresentação dos dados, “O arroz está diariamente no prato dos brasileiros, ainda mais nesta fase em que as famílias aumentaram o consumo dentro da própria casa. Ficamos contentes com esta resposta do setor produtivo”, comentou a ministra. 

 

No caso do feijão, a Conab estima que produtores venham a colher 3,040 milhões de toneladas em 2020/21. A área total, por enquanto, é considerada estável, em 2.920,7 mil hectares. 

 

Segundo assessoria, o prognóstico da Conab para o algodão é de redução de 11% da área e de 2% da produtividade na safra 2020/21. A colheita se limitaria a 2,555 milhões de toneladas de pluma, queda de 12%. A ministra disse que, na safra que se encerra, o Brasil bateu recorde de exportação de algodão em pluma e, nesta próxima safra, deve exportar quase 20% a mais que o recorde anterior. 

 

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