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Qualidade da Apicultura em MS é reconhecida e caminha para produção orgânica

Cerca de 80 produtores são atendidos pela Agraer no Estado

Flavia Andrade
Capital News

Divulgação/Famasul

Qualidade da Apicultura em MS é reconhecida e caminha para produção orgânica

Cerca de 80 produtores são atendidos pela Agraer no Estado

Uma das criações que tem crescido de forma expressiva em Mato Grosso do Sul é a apicultura, não apenas focada na quantidade, como também na produtividade e qualidade do mel produzido. O avanço do setor tem sido acompanhado pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) através da assistência técnica oferecida pelo órgão que é vinculado à Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), atendendo atualmente 80 produtores em todo o Estado.

 

De acordo com a presidente da Alespana (Associação Leste Pantaneira de Apicultores), Maria Silvana Veiga Silveira,“Aqui nós temos a faca e queijo na mão, e o nosso trabalho é sério. A maioria dos produtores usam a atividade como complemento da agricultura familiar.  São 40 produtores de Aquidauana, Anastácio, Miranda, Terenos, Nioaque e Campo Grande”, destaca. O grupo  já recebeu premiações nacionais e internacionais.

 

Ainda conforme Silveira, “O mel produzido na região pantaneira é reconhecidamente de flores silvestres, pois estão localizados em área com muita preservação do meio ambiente.

De acordo com a coordenadora regional da Agraer de Anastácio, Vera Golze, a Agraer tem atuado em muitas frentes não apenas na associação, mas em todo o segmento produtivo. 

Oferecemos atendimento técnico aos produtores individuais ou coletivos através de grupos formais e informais, emissão de DAP (Declaração Anual do Pronaf) para os apicultores possibilitando a estes a inserção as políticas públicas de crédito e comercialização pública, apoiamos com maquinário para os entrepostos, e através do programa PROVE  (Programa de Verticalização da Pequena Produção Agropecuária) atendemos aos apicultores para a formalização dos entrepostos", enfatiza.

 

O grupo já recebeu, por exemplo, premiação no MDA de Boas Práticas, do então, Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2015, com evento de celebração, em Brasília. “Tivemos aumento dos índices de produção, melhoria na qualidade do mel e emissões de DAPs [Declaração Anual do Produtor Rural] individuais, emissão do SIE (Sistema de Inspeção Estadual) que atesta a segurança sanitária do produto, autorizando a comercialização do mel no comércio de todo Estado”.

 

A Alespana entrega o mel de forma legalizada para o mercado estadual e as políticas públicas do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) para as escolas estaduais e municipais e ao PAA (Programa de Aquisição Alimentar) entregando ao IFMS (Instituto Federal de MS) na unidade de Aquidauana, para o Exército e Marinha.

 

Para Adriano Adames e Souza, apicultor há mais de 25 anos, apesar da evolução do setor, a apicultura registrou um ano de dificuldades, como o clima. 

 

Já a gestora de desenvolvimento rural da Agraer, Jovelina Maria de Oliveira, enfatiza que não há um levantamento oficial, mas o clima visto ao longo deste ano afetou o volume produzido. “A informação advinda dos apicultores é de queda na produção do mel. Devido à seca na época da floração na época da safra.  A estimativa é de perda de produção em torno de 20%“.

 

Ainda conforme a gestora da Agraer, “O apoio do Governo do Estado é fundamental para o fortalecimento desta atividade. A Semagro, por intermédio da Câmara Setorial da Apicultura está formulando um plano estadual para o desenvolvimento da atividade no Estado. Já a Agraer trabalha inclusive com projetos bancários para custeio e investimentos”.

 

Segundo Adriano Adames de Souza, a diminuição da produção é confirmada pelo apicultor, “O meu ano de 2020 se igualou a 2019 devido à oferta e demanda, este ano eu tive uma produtividade baixa, mas excelente preço, ano passado foi o contrário”, porém, haverá um equilíbrio nas contas.

 

O apicultor ressalta ainda que, a atividade é sua principal fonte de renda. “Não tenho ainda a certificação do mel orgânico, mas estou vendo a viabilidade. Atualmente, comercializando de duas maneiras, primeiro no mercado interno, com o mel que eu mesmo envaso e depois por duas exportadoras. Minha produção é de 30 toneladas ao ano, além de uma pequena produção de rainha”.

 

Dados do IBGE, apontam que a produção de mel em 2019  no Estado atingiu 973,6 toneladas, sendo o 11º no ranking nacional. Os municípios com maior produção de mel são: Três Lagoas, Brasilândia, Angélica, Dourados e Jaraguari.

 

O apicultor Adriano Adames finaliza dizendo que, “Eu acredito na apicultura que é a minha principal. Sempre acreditei e me profissionalizei. Antes eu era pecuarista e há mais de 25 anos invisto na atividade”.

 

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