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Patrimônio da Humanidade: Dia do Pantanal é comemorado nesta segunda

Data é uma homenagem à morte do ambientalista Francisco Anselmo de Barros, que ateou fogo no próprio corpo em defesa do bioma

Flávio Veras
Capital News

Semagro/Cedida

Patrimônio da Humanidade: Dia do Pantanal é comemorado nesta segunda

Planície pantaneira se estende por mais de 200 mil quilômetros quadrados dos territórios de MT e MS 

O dia 12 de novembro é considerado Dia do Pantanal. A data foi instituída no ano de 2008 em homenagem à morte do ambientalista Francisco Anselmo de Barros, o Francelmo, que ocorreu nessa data em 2005. Ele ateou fogo ao próprio corpo no calçadão da rua Barão do Rio Branco, durante protesto contra a tentativa de se aprovar lei que permitiria o plantio de cana de açúcar na Bacia do rio Paraguai.

 

Segundo a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) a planície pantaneira se estende por mais de 200 mil quilômetros quadrados dos territórios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É a maior área alagada do mundo. Já o bioma Pantanal cobre uma área mais extensa, cerca de 620 mil quilômetros quadrados, abrangendo também partes do Paraguai e da Bolívia. O bioma Pantanal é o mais preservado do mundo, com mais de 80% de sua cobertura original.

 

Pela importância para o meio ambiente é considerado Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco. Já foram identificadas no bioma 3,5 mil espécies de plantas, 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos. A legislação estadual é mais restritiva para preservar a vegetação pantaneira, exigindo que 50% da cobertura natural seja mantida.

 

Além disso, o Parque Estadual do Pantanal do rio Negro, criado em 2000, conserva uma área de 78.300 hectares dos municípios de Aquidauana e Corumbá, ambientes representativos e diversificados característicos do Pantanal como lagoas permanentes, cordões de matas e o brejão do rio Negro, que servem de refúgio e fonte de alimento à fauna local. Essas áreas periodicamente inundadas são consideradas como o berçário dos peixes do Pantanal.

 

Semagro/Cedida

Patrimônio da Humanidade: Dia do Pantanal é comemorado nesta segunda

Titular da Semagro, Jaime Verruck 

“A importância do Pantanal para Mato Grosso do Sul transcende o aspecto da ecologia. O Pantanal é um tesouro de vários matizes que está sendo cuidadosamente lapidado para nunca comprometer seu valor. Ao contrário: o Governo, em parceria com os empresários e instituições que se ocupam da proteção ao Pantanal, trabalham para desenvolver alternativas econômicas que agreguem a importância da produção com a conservação da natureza. Exemplos são o Precoce MS, Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal, riquezas que só a região produz e que têm a vantagem de não causar impacto ambiental”, ponderou o titular da Semagro, Jaime Verruck.

 

 

Semagro/Cedida

Patrimônio da Humanidade: Dia do Pantanal é comemorado nesta segunda

Secretário-adjunto da Semagro, Ricardo Sena

Já o secretário-adjunto do órgão, Ricardo Sena, que também preside o Comitê da Reserva da Biosfera do Pantanal, o local é rico em biodiversidade e oferece uma série de serviços ambientais essenciais para a humanidade, desde a água até a atividade do turismo. “A data de hoje torna-se importante porque há um histórico de luta em defesa deste bioma e é necessário que possamos promover políticas públicas orientadas para o desenvolvimento sustentável”, completou.

 

 

Semagro/Cedida

Patrimônio da Humanidade: Dia do Pantanal é comemorado nesta segunda

 

“É uma data muito importante para nós, sul-mato-grossenses, mato-grossenses e brasileiros. Temos que agradecer e cumprimentar a todos os pantaneiros, as comunidades tradicionais que ali permanecem ao longo de quase 300 anos de ocupação, dando exemplo a toda sociedade e ao governo que é possível produzir riqueza sem destruir a natureza. Portanto, eu parabenizo aos pantaneiros que conseguiram essa conciliação que todos deveriam seguir nos demais biomas brasileiros”, afirmou o diretor presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ricardo Eboli.

 

Divulgação

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