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Quem é “Faker”, o gamer sul-coreano mais famoso do planeta

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Com 23 anos e um salário anual de R$ 9 milhões, Sang-hyeok Lee é chamado de "deus" pelos fãs no seu país

Divulgação

ColunaMarcoEusébio

Sang-hyeok Lee, ou "Faker", é o sul-coreano mais popular do mundo. Membro do time SK Telecom Pro Gaming Team "T1", do jogo League of Legends (LoL), ele é considerado por muitas revistas especializadas, instituições e pelos próprios jogadores o melhor do mundo no game. E a fama não é apenas pela propaganda famosa de um notebook gamer que ele protagonizou nos últimos anos na Ásia, mas pela sua história no LoL.

Em 2016, Faker liderou sua equipe ao segundo título do League of Legends World Championship - a Copa do Mundo do game -, sediada nos Estados Unidos e que foi acompanhada por cerca de quatro milhões de pessoas ao redor do mundo por meio do serviço streaming. Seu time já havia conquistado o troféu em 2013, mas foi a primeira vez que Faker foi eleito o melhor jogador do torneio, quando seus fãs ao redor do mundo passaram a chamá-lo de "rei" ou "deus".

"Eu prefiro 'deus'", disse ele ao jornal sul-coreano Chosun Ilbo no ano passado. "Algumas pessoas me criticam por ser autoconfiante demais, mas é algo que soa como um elogio para meus ouvidos. Eu gosto de escutar quando dizem isso porque eu tenho uma razão para ser confiante: eu posso bater qualquer um no LoL", completou.

Segundo Faker, os treinos chegam a durar 12 horas seguidas e, antes dos campeonatos, até 15 horas -- principalmente durante as madrugadas. Apesar disso, não considera que treinar faz dele um campeão: o LoL necessita de talento. "Eu não recomendaria a profissionalização em games para pessoas que não sejam talentosas. A quantidade de estresse que você precisa enfrentar depois de perder uma partida é insuportável para um jovem. Acho que 90% das pessoas que tentam se tornar profissionais acabam desistindo", disse ao Chosun Ilbo.

O pai de Faker, Kyung-joon, contou a um programa de TV do país que o filho era uma criança introvertida e solitária. O menino cresceu com o pai e a avó paterna depois que a mãe saiu de casa. Como Kyung-joon tinha longas jornadas de trabalho em um escritório, ele passava o tempo livre jogando com seu irmão mais novo.

Faker começou no League of Legends em 2012 e logo alcançou o primeiro lugar do ranking sul-coreano. Um ano depois, a SK Telecom ofereceu a ele um contrato profissional que, se por um lado pagava bem, por outro exigia que ele saísse do segundo ano do ensino médio para se dedicar exclusivamente aos treinos. O salário atual dele não é divulgado pela equipe, mas se especula que gira em torno de US$ 2,5 milhões (R$ 9,1 milhões, segundo a cotação de maio) por ano. Os jornais sul-coreanos ainda afirmam que ele pode ganhar ao menos US$ 800 mil (R$ 2,9 milhões) por cada vitória.

Há ainda a arrecadação por meio de propagandas de tipos de PC Gamer, processadores, roupas e outros produtos no mercado sul-coreano, cujos valores não são revelados.

"Nós não tínhamos muito dinheiro quando eu era criança, e eu sinto que as coisas não mudaram muito. Eu não sou ganancioso. Meu pai administra meu salário e meus ganhos. Quando você está praticando, você não tem tempo para gastar dinheiro, e eu não gosto de comer fora ou comprar novas roupas. Além do mais, não tenho namorada", completou. O Chosun Ilbo publicou que Faker comprou um apartamento de 158 metros quadrados para sua família em Seul, capital sul-coreana, em 2016.

Faker também diz que raramente usa redes sociais ocidentais, como o Facebook ou o Instagram, porque prefere ficar atento à sua carreira como jogador profissional. "Os e-Sports são esportes mentais, assim como o xadrez. Me entristece ver como a sociedade sul-coreana não percebe isso. Para mudar o panorama, eu espero que os atletas de e-Sports tenham uma postura mais profissional daqui para frente".

A "mentalidade", no entanto, vai além do cuidado com a carreira de gamer: Faker pretende aliar a carreira com um curso universitário em breve. Ele quer estudar neurociência para, acima de tudo, provar que o "talento" é inato aos seres humanos. "Não importa quantas vezes eu me pergunte porque eu sou o deus do LoL, minha única resposta é o talento natural. Suspeito que isso é algo do meu cérebro e é algo que eu quero estudar", finalizou.

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