27 de jan. de 2023
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O que sobra depois que perdemos tudo? Em The Last of Us, tudo depende de como você olha para as ruínas de um mundo que se foi. Esta é uma análise do segundo episódio da primeira temporada, possui spoilers exclusivamente deste episódio (nada sobre a história a seguir ou do jogo) e eu peço apenas uma coisa: você pode clicar no botão aqui embaixo de “curtir”? Não te custa nada e isso ajuda a levar este vídeo mais longe dentro da plataforma.
O quanto de nós mesmo nós perdemos quando aqueles que amamos se vão? TLOU, episódio 2, reflete sobre isto. A cientista, no começo do episódio, pede para ficar os últimos momentos com sua família quando faz a autopsia do corpo e percebe a gravidade que o fungo traria para o mundo: a erradicação da humanidade. Não há esperança. Não há cura. Ela propõe bombardear a cidade. A única solução é o apocalipse, é tratar tudo como Sodoma e Gomorra e fogo cair do céu para conter aquele mal. É um dilúvio que erradique o pecado. A salvação da humanidade dependia da destruição de parte da humanidade. De um jeito ou de outro, seria o fim dela e de seus amados. Esse sentimento de perda a faz querer aproveitar o tempo que lhe resta com aqueles que ama. Ela sabe que iria perdê-los, cedo ou tarde, de um modo ou de outro. O que sobra, quando estamos certos de que perderemos tudo? Para a cientista, apenas a presença e o amor da família.
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