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Moda digital une tecnologia e sustentabilidade

Por Aline Reis

Da coluna Moda e Beleza
Artigo de responsabilidade do autor

Novo ramo pode revolucionar indústria da moda e diminuir impactos ambientais do setor têxtil

iStock

ColunaModaEBeleza

De forma inovadora e sustentável, a moda digital cresce com potencial transformador, com criatividade ilimitada e diminuição do desperdício de recursos naturais da produção. É inspirada nos populares jogos que permitem personalizar seus personagens com as mais variadas “skins” – opção que permite a mudança do design do jogador, sem prejudicar o enredo principal do jogo. O Brasil, se acompanhar as novas mudanças desse setor, pode se tornar um ator importante.


Acompanhando as inovações tecnológicas, a moda digital permite a criação de designs ousados, que não estão sujeitos às limitações usuais da produção física de peças. Os estilistas que trabalham com os exemplares possuem maior liberdade de criação quando os produzem. As novas ferramentas eletrônicas permitem um maior leque de possibilidades e facilitam a alteração de cores, texturas e materiais, entre outras características.


O novo modelo de produzir e consumir moda consiste em arquivos virtuais, que têm como principal finalidade vestir roupas originais em postagens nas redes sociais. Com essa novidade, peças físicas, que seriam usadas apenas uma ou duas vezes, passam a ser apenas pixels incorporados e editados em uma imagem ou vídeo e compõem um guarda-roupa virtual.


O cliente que adquire uma roupa digital envia suas mídias para os profissionais vestirem a peça comprada, com as devidas modificações adequadas ao seu corpo, através da utilização de softwares de design gráfico em 3D, recebendo o arquivo finalizado dentro de poucos dias. Outra forma também utilizada pelas marcas é a de aplicativos de realidade aumentada, onde um programa irá colocar as peças nas fotos do cliente como um filtro.


Além disso, as inovações não se restringem apenas ao virtual. Marcas que investem na tecnologia digital podem utilizar o conhecimento adquirido para implementar em suas linhas de vestuário físicas. Como todo o processo de criação e testagem é feito em computadores, a produção real pode ser realizada nos últimos estágios da linha de produção, eliminando desperdícios e grande parte dos custos com materiais, trazendo uma maior sustentabilidade para a indústria da moda. A PUMA, por exemplo, lançou em 2020 uma coleção com oito looks, em parceria com a The Fabricant, e observou que reduziu em 17,4% o consumo de água durante a produção da mesma.


Diante desse ramo de negócios em ascensão, o Brasil surge como um participante potencial do setor. Devido à volumosa quantidade de usuários no comércio eletrônico e sua alta atividade nas redes sociais, o mercado brasileiro oferece importantes vantagens, que podem atrair investidores na área. No ano de 2020, devido ao distanciamento social, em decorrência da pandemia de Covid-19, as vendas do e-commerce no país cresceram 41%, segundo o relatório Webshoppers 43, da Ebit/Nielsen.


Apesar de ser um mercado em ascensão, que promove uma importante renovação, a moda digital ainda não é acessível a todos e tampouco substitui o desejo de possuir algo duradouro e versátil. O amante de moda que se preocupa com a sustentabilidade pode preferir roupas e sapatos físicos de marcas que possuem a mesma preocupação e investem nessas novas tecnologias, como o PUMA tênis, mas também pode optar por comprar em brechós e bazares – uma prática cada vez mais popular nos últimos anos.

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