Campo Grande 00:00:00 Domingo, 12 de Janeiro de 2025


Rural Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009, 08:23 - A | A

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009, 08h:23 - A | A

Assembleia de MS alerta deputados de todo o País sobre proliferação da mosca-de-estábulo e quer que Mapa tome providências

Marcelo Eduardo - Capital News

Todos os presidentes das Comissões de Agricultura e Pecuária das Assembleias Legislativas receberão ofício com alerta sobre doenças causadas pela mosca-de-estábulo. A documentação é de autoria de Marcio Fernandes (PtdoB) do presidente da comissão de Mato Grosso do Sul. O inseto se alimenta de restos da cana-de-açúcar e, segundo o parlamentar, passa por forte proliferação no sul do Estado.

O deputado estadual quer que os colegas de todo o País pressionem o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para que tome iniciativas de combate à infestação, causadora de doenças em animais e pessoas.

Fernandes quer também que as bancadas federais sejam sensibilizadas. Em reunião em 11 de novembro, na Embrapa Gado de Corte da Capital, técnicos e produtores rurais discutiram na busca por alternativas de enfrentamento ao inseto. Ficou acertado que o necessário é as usinas diminuirem a quantidade de vinhoto e bagaço despejados no ambiente, por intermédico de melhores técnicas de manejo dos resíduos sucroalcooleiros. O encontro foi solicitado pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) e Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Outras entidades também compareceram.

Não existe tratamento contra a mosca e nem inseticida eficaz. A mosca suga o sangue dos animais (e pessoas). Ela se prolifera nas regiões onde existam usinas de álcool, pois vive dos restos de cana-de-açúcar, como vinhoto e bagaço. Seu ciclo de vida é de quatro dias e o raio de ação é de até 18 quilômetros do local de reprodução.

Após tomadas as medidas, conforme o parlamentar, caberia ao Mapa realizar estudos sobre a mosca e a promoção de campanhas publicitárias e auxílio aos produtores que sofrem com as consequências da proliferação do inseto.

Durante o encontro na Embrapa, de acordo com assessoria do deputado, o pesquisador Ivo Bianchini explicou que a mosca é comum nas três Américas e informou que o uso indiscriminado de inseticidas somente permite a resistência do inseto, uma vez que ainda não se conhece produto ativo que o combata.

Sobre a documentação assinada na quinta-feira, 19, segue com nomes dos seguintes parlamentares: Marcio Fernandes (PTdoB); Diogo Tita (PPS); Zé Teixiera (DEM); Onevan de Matos (PSDB); e Pedro Terual (PT); Youssif Domingos (PMDB); Antônio Carlos Arroyo (PR); Reinaldo Azambuja (PSDB); Coronel Ivan de Almeida (PRTB); e Paulo Duarte (PT); respectivamente, membros titulares e suplentes da Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O inseto

Conforme a Wikipedia, a mosca do estábulo (somoxys calcitrans), também conhecida como mosca do bagaço, é um inseto da família dos muscídeos, de notável semelhança com a mosca doméstica, embora dela se diferencie pela tromba alongada do aparelho bucal, uma vez que a utiliza para sugar o sangue de animais transmitindo doenças.

Também é chamada de bernanha, beruanha, bironha, biruanha, buruanha, meruanha, mosca-do-gado, mosca-dos-estábulos, murianha, murinhanha e muruanha.

De acordo com a AGPNP (Associação Goiana dos Produtores de Novilho Precoce), “a consideração principal no controle de moscas de estábulo é a higiene, a qual pode ser responsável por até 90% do controle. Áreas ao longo de fileiras de cercas, sob montes de alimentos, ou onde quer que o estrume ou matéria em decomposição possam se acumular, devem ser mantidos limpos, já que proporcionam o meio para o desenvolvimento de moscas.

Se procedimentos de boa higiene forem praticados, então o controle químico, provavelmente será necessário; por outro lado, sem higiene, as medidas de controle químico provavelmente serão improdutivas.
Para identificar os focos de criação, torna-se necessário remexer com rastelo, o esterco acumulado nas quinas das paredes, ao redor dos pilares e vigas, sob os bebedouros e cochos observando se há a presença de larvas de moscas.

Prejuízos sanitários


As moscas podem disseminar uma série de agentes que causam doenças ao gado bovino, tais como bactéria das mastites e da brucelose, ovos de alguns vermes intestinais e o vírus da febre aftosa, apenas para citar alguns problemas. Aliás, mastites e a brucelose também são disseminadas pelas moscas entre os equinos, sem comentarmos o problema das miíases.“

Por: Marcelo Eduardo – (
www.capitalnews.com.br)

 

 Veja também:

   Possível infestação de mosca do estábulo ameaça rebanhos bovinos na região sul do Estado

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS