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Sábado, 29 de Fevereiro de 2020, 12h:32

Brasil registra queda no desemprego

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Taxa de desocupação caiu para 11,9% em 2019

Divulgação

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Na segunda queda anual consecutiva, a taxa de desocupação foi de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. A pesquisa revela que havia 12,6 milhões de pessoas desempregadas no ano passado, o que representa um declínio de 1,7% em relação a 2018.


Na mesma medida que houve um aumento dos empregos com carteira assinada, totalizando 644.079 mil vagas formais abertas, a informalidade também cresceu no país e chegou a 41,1% da população. Esse nicho envolve tanto os trabalhadores que não possuem vínculo empregatício com as empresas quanto o empregador que não tem CNPJ, por exemplo.


O percentual é equivalente a 38,4 milhões de pessoas e é o mais alto desde 2016, apesar do número ser próximo ao de 2018. “Houve um aumento de 0,3% e um acréscimo de um milhão de pessoas”, explica a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy.


Se apenas os trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, exceto os empregados domésticos, fossem contabilizados, somariam 11,6 milhões de pessoas -- um aumento de 4% em comparação com o ano anterior e o índice mais alto desde 2012. Outro dado em alta é o de cidadãos que trabalham por conta própria, que chegou na casa dos 24,2 milhões, sendo que 19,3 milhões não possuem CNPJ.


As áreas com maior índice de vagas ofertadas em 2019 foram comércio, indústria e construção civil, e apenas no setor de serviços houve mais de 7 milhões de admissões e cerca de 6,5 demissões, que é equivalente a um saldo positivo de 382 mil vagas em relação a 2018.


Para o Secretário do Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o número de oportunidades criadas é reflexo da retomada econômica que o Brasil apresenta, ainda que o crescimento da informalidade continue crescendo. Em 2020, ele espera uma oferta de vagas maior -- por volta de 1 milhão, caso o Brasil cresça 3% no ano, embora a previsão oficial para o crescimento do PIB seja de 2,4%.


No setor público, também existe otimismo, já que o orçamento anual prevê a abertura de 51.391 vagas, que podem ser preenchidas através de processos como o concurso do IBGE, por exemplo. Destas vagas, 45.816 são para provimento e 5.575 serão criadas. Esse número representa um aumento de 1.400% em relação a 2019, em que o governo aprovou a abertura de apenas 3.369 vagas.

 

 



 


 


Fonte: CapitalNews

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