A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) alertam que o valor com insumos agrícolas preocupam a competitividade do setor. Com a crise de abastecimento do milho e os altos custos de produção, a produção suinícola do país no último ano ficou prejudicada.
Com o objetivo de prevenir que transtornos como esses voltem a ocorrer, representantes dos produtores de suínos de todo o Brasil se reuniram ontem (6), em Brasília, para traçar uma agenda de prioridades do setor e, após, apresentá-la ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, os valores elevados de milho e soja, aliados aos baixos estoques governamentais, impactaram os custos de produção, fazendo-os chegar a R$ 3,00 por quilo vivo na região Sul, onde os produtores independentes recebiam R$ 2,00 por quilo vivo, com uma margem considerada apertada.
“Em outros lugares do Brasil, os produtores apenas cobriam os custos, tendo rentabilidade zero”, informou Marcelo. Para evitar que isso volte a ocorrer, as lideranças pediram ao ministro que fosse reformulada a venda a balcão, facilitando o acesso dos criadores ao produto, um dos principais componentes da ração formulada para os animais.
Os produtores pedem que os estoques públicos não cheguem a zero, como ocorreu, para que o Governo Federal possa intervir na baixa de preços do milho se necessário.
De acordo com o Ministério da Agricultura, até março será publicada portaria interministerial autorizando o lançamento de Contratos de Opção de Venda para aquisição do cereal por meio de leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Também foi solicitada pelos produtores a aprovação do preço mínimo da suinocultura e medidas para diminuir os riscos com sanidade. Na pauta da conversa com o Mapa também foi incluída a demanda de aprovação da regulamentação das integrações e a renegociação das dívidas dos produtores.