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Sábado, 29 de Agosto de 2020, 13h:31
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Dia Nacional de Combate ao Fumo alerta sobre mortes causadas pelo tabagismo

Vício mata mais de oito milhões de pessoas no mundo a cada ano e é fator de risco para covid-19

Rogério Vidmantas
Capital News

Divulgação/HCAA

HCAA Quimio

Fumar aumenta consideravelmente o risco da pessoa contrair câncer

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado neste sábado (29), tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

 

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é responsável por mais de oito milhões de mortes anuais no mundo, mais de um milhão delas em decorrência do fumo passivo. Só no Brasil, são 157 mil mortes por ano. O custo anual para a saúde pública nacional é de R$ 57 bilhões e, desse valor, apenas 13 bilhões são recolhidos em impostos recolhidos pela indústria. 

 

Apesar dos avanços na política antitabaco, ainda existem cerca de 20 milhões de fumantes no Brasil. Segundo o Dr. João Paulo Vendas, Diretor Clínico do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, a maior parte das mortes é causada pelo câncer. “O tabagismo adoece o pulmão e o torna mais suscetível a infecções e tudo que ocorre depois disso torna a condição do paciente muito mais grave, o câncer é um deles, a mortalidade de câncer de pulmão chega a 80% dos pacientes”, afirma.

 

E o tabagismo não é só um dos fatores do câncer de pulmão, outras neoplasias derivadas desse hábito podem ocorrer como cabeça e pescoço, estômago e bexiga. O grande número de mortes se deve ao diagnóstico tardio da doença.

 

Tabagismo e Covid-19

USP Imagens

Cigarro

Brasil tem cerca de 20 milhões de fumantes

 

 Fumantes parecem ser mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. O uso de produtos que envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça — como narguilé (cachimbo d´água) e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido) — também pode facilitar a transmissão do novo coronavírus entre seus usuários e para a comunidade.

 

Além disso, o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Por isso, é possível dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19 e que é um agravante da doença: devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.

 

Tratamento para quem quer parar de fumar

 

O Sistema Único de Saúde possui o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que trata aquelas pessoas que querem parar de fumar, segundo dados do próprio programa, as ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

 

O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva. Quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco. 

 

Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental para que se possa ter a real dimensão do problema. 

 

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