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Quarta-Feira, 10 de Junho de 2020, 13h:48
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Covid-19 causa prejuízo de R$ 87,79 bilhões ao turismo brasileiro

Estado pretende retomar de forma gradativa o turismo em julho

Juliana Brum
Capital News

Desde o início da pandemia da covid-19, a OMS (Organização Mundial da Saúde), alertou sobre perdas para o setor do turismo no país. Divulgado nesta quarta (10), a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), confirmou a perda de R$ 87,79 bilhões em relação ao faturamento médio do período.

Foto: Divulgação/Fundesporte

Bonito sediou primeira etapa de Canoagem Descida e Kayak Extremo

Estado e empresários tem conversado para firmarem alternativas para o retorno seguro da atividade

O Mato Grosso do Sul as atividades continuam suspensas em grandes cidades que vivem do turismo como Bonito, localizada na região Sudeste do Estado. A secretaria de meio ambiente vem conversando sobre uma provável volta em julho. 

 

Com o fechamento de fronteiras, cancelamento de voos e cuidados de isolamento social necessários para impedir a transmissão da doença, o setor foi fortemente impactado pela pandemia, disse a confederação, que prevê que o número de demissões no setor pode chegar a 727,8 mil até o fim deste mês.

 

De acordo com a CNC, somente o subsetor de alojamento e alimentação fora do domicílio, que responde por 57% dos empregos no turismo, pode ter demitido cerca de 350 mil trabalhadores formais de março a maio. A projeção se dá a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou a eliminação de 211,7 mil empregos formais em março e abril.

 

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, em entrevista para a Agência Brasil avaliou que as medidas emergenciais adotadas pelo governo federal ajudaram a reduzir o impacto, mas serão necessárias ações adicionais para preservar os empregos e as empresas do setor.

 

As perdas do setor registraram R$ 13,38 bilhões em março e subiram para R$ 36,94 bilhões em abril, e R$ 37,47 bilhões em maio, meses em que houve "uma paralisia quase completa do setor", segundo a CNC.

 

Mais da metade do prejuízo nacional se deu nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a oferta de transporte aéreo chegou a cair mais de 90% em abril e maio.

 

A CNC pontua que a flexibilização da quarentena em outros países não reverteu a queda, o que significa que o setor precisará de medidas de estímulo específicas. "Ainda não é possível detectar quando se dará a inflexão da atual tendência de perdas nas atividades que compõem o turismo nacional. Mesmo em outras regiões do mundo que já contam com o relaxamento da quarentena, nota-se uma inércia mais acentuada no processo de recuperação do turismo em relação a outras atividades econômicas", analisa a Divisão Econômica da confederação.

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