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Cotidiano Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007, 08:56 - A | A

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007, 08h:56 - A | A

Facilidades da Justiça Itinerante causam avalanche de pedidos

Da Redação

Desde novembro de 2003, quando foram regulamentados os procedimentos da conversão da união estável em casamento, uma avalanche de pedidos recaiu sobre a 8ª Vara do Juizado Especial, a Justiça Itinerante. Isso ocorreu principalmente pelas facilidades oferecidas pelas unidades móveis do Juizado e também pela proximidade com a população.

Só para se ter uma idéia, hoje esse Juizado está presente em 23 bairros da Capital. E dados estatísticos dão conta que somente neste ano, até o mês de setembro, foram realizadas 2.530 conversões de união estável em casamento pela Justiça Itinerante. No mesmo período de 2006, foram 2.469 conversões.

Oficializar uma união é sinônimo de segurança para os casais, além de uma resposta para o meio social em que se vivem. E esse acesso é ampliado pela gratuidade do serviço. No último dia 5 de outubro, a Justiça Itinerante realizou o reconhecimento da união estável e a conversão em casamento de cerca de 30 casais na Paróquia São Judas Tadeu. Um dois casais é a dona de casa Karen Regiane Silva, 28, e o autônomo Sérgio Vilarglia Ângelo, 35, que já estão juntos há 5 anos. Ela ressalta que era um sonho poder casar com o parceiro e agora se torna realidade. “Acredito na benção de Deus nas nossas vidas”, resumiu Karen, alertando para a importância de oficializar a união dos dois e a importância do serviço oferecido pelo judiciário.

Separações - De outro lado, a facilidade de acesso a esse Juizado também causa outra avalanche de pedidos demonstrados pelas estatísticas. Somente neste ano, até o mês de setembro, a Justiça Itinerante realizou 445 separações, 326 divórcios e 321 conversões de separações em divórcio.

Mato Grosso do Sul está à frente de todos os outros estados no ranking de separações, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de separação judicial concedida em 2005 é de 1,7 separação para cada mil habitante. Seguindo a mesma pesquisa, o Distrito Federal, Santa Catarina e São Paulo estão em segundo com 1,5 separação para cada mil habitante e o Espírito Santo em terceiro com 1,3.

Dentro do ranking de separações judiciais consensuais, Mato Grosso do Sul também está à frente, com 83,4%, em segundo vem São Paulo (82,7%) e em terceiro, o Rio de Janeiro (81,4%). Isso ocorreu principalmente pelas facilidades oferecidas pelas unidades móveis do Juizado e também pela proximidade com a população.

Esses dados de conversão de união estável em casamento e de separações demonstram que atualmente os casamentos se dissolvem com facilidade e novas relações são construídas sem maiores formalidades, e sempre presente, o Judiciário vai ao encontro da população para atender seus anseios.

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