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Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019, 16h:56
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Viabilidade de Porto Seco na fronteira é debatido em reunião

A reunião foi realizada, no Senado do Paraguai, em Assunção

Laryssa Maier
Capital News

Divulgação/ Portal MS

Reunião porto seco Ponta Porã/Paraguai

Reunião porto seco Ponta Porã/Paraguai

Nesta terça-feira (10) em um reunião realizada, no Senado do Paraguai, em Assunção, foi pautado a viabilidade de se construir um porto seco na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero como mais uma estratégia para acelerar o desembaraço de carga entre os dois países. 

 

A alfândega brasileira em Ponta Porã está com sua capacidade estrangulada até pela localização, liberando em média 40 veículos ao dia, quando a projeção do porto seco é desembaraçar dez vezes mais que isso, observou o assessor de Logística da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Lucio Lagemann, que participou do encontro representando o governo do Estado.

 

Também estavam presentes o ministro Carlos Parkinson, representando o Ministério das Relações Exteriores do Brasil; o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo Filho; o vice-prefeito Caio Augusto; o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Dario Honorio. Do lado paraguaio, participaram os senadores Savala e Abel Gonzalez, presidente da Comissão de Entidades Binacionais.

 

O prefeito de Ponta Porã apresentou o projeto de construção do porto seco no município, mensurando a intenção de, através dessa estrutura, transformar a cidade num polo de importação e exportação que ajudaria a incrementar a receita própria de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em até 4,2%. O ministro Parkinson mostrou ganhos de tempo e dinheiro com a instalação do porto seco, projetando uma economia de R$ 32 milhões ao ano.

 

Segundo assessoria os senadores paraguaios decidiram formar uma comissão para deliberar sobre o assunto. Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, juntas, têm mais de 200 mil habitantes e já protagonizam uma experiência de integração pela fronteira seca que as une. Entretanto, essa realidade não se aplica quando se trata do tráfego de mercadorias. Caminhões chegam a esperar até 72 horas para serem liberados a entrar no território paraguaio, e o mesmo ocorre no sentido inverso.

 

 

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