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Economia Sábado, 05 de Abril de 2025, 11:45 - A | A

Sábado, 05 de Abril de 2025, 11h:45 - A | A

Cotação

Dólar dispara a R$ 5,83 e tem maior alta desde novembro de 2022

Cotação subiu 3,68% com retaliação da China e temor de recessão global

Viviane Freitas
Capital News

O dólar à vista encerrou a sexta-feira (4) em forte alta de 3,68%, cotado a R$ 5,83, após a China anunciar medidas de retaliação contra os Estados Unidos. A reação chinesa veio em resposta ao aumento de tarifas comerciais imposto pelo governo de Donald Trump. Durante o pregão, o dólar chegou a R$ 5,84, no maior valor desde 10 de março e registrou a maior alta percentual diária desde novembro de 2022.

O clima de incerteza nos mercados internacionais levou investidores a abandonar ativos de risco, afetando diretamente o desempenho do Ibovespa, que fechou em queda de 2,96%, aos 127.256 pontos. Essa foi a maior baixa do índice desde 18 de dezembro, refletindo o impacto da tensão entre as duas maiores economias do mundo e a piora no cenário econômico global.

Além das novas tarifas chinesas de 34% sobre produtos norte-americanos, o governo de Pequim também anunciou o controle da exportação de terras raras, insumos essenciais para a indústria tecnológica. A medida aumentou o temor de recessão global. Ao mesmo tempo, dados positivos do mercado de trabalho dos EUA reforçaram a expectativa de juros elevados por mais tempo, o que fortaleceu ainda mais o dólar.

O mercado também foi pressionado pela queda no preço internacional do petróleo, que atingiu US$ 64 por barril, o menor patamar desde 2021. A desvalorização da commodity prejudica países exportadores como o Brasil. Em meio à escalada das tensões comerciais, o Senado aprovou nesta semana um projeto que autoriza o governo a retaliar barreiras impostas a produtos nacionais por outros países.

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