Campo Grande sediou, nesta terça-feira (1º), a quarta edição do Circuito Biogás nos Estados, evento que busca impulsionar a produção e o uso de biogás e biometano no Brasil. Realizado pela Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) em parceria com o Governo do Estado, o encontro reuniu autoridades, especialistas e representantes da indústria para debater desafios e oportunidades no setor.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou a importância das políticas públicas estaduais para incentivar a produção de biogás, especialmente a partir da proteína animal e seus resíduos. “O Estado de Mato Grosso do Sul tem uma política inovadora, a DMS, que busca incentivar, por meio de políticas públicas, o desenvolvimento de novas tecnologias na produção de biogás”, afirmou Verruck. Ele também ressaltou o papel do biometano na substituição de combustíveis fósseis: “O biometano pode ser integrado à rede de gás natural, melhorando sua performance e reduzindo a dependência de combustíveis poluentes.”
A presidente da ABiogás, Renata Isfer, apontou Mato Grosso do Sul como um dos estados com maior potencial de produção do país, com capacidade de gerar mais de 7 milhões de metros cúbicos diários de biometano. “O maior potencial vem do setor agropecuário, especialmente de resíduos da suinocultura e bovinocultura”, explicou. Ela também enfatizou a importância da parceria entre os setores público e privado: “A colaboração entre o setor público e privado é essencial para avançarmos nas políticas públicas e executarmos ações que favoreçam o crescimento da produção de biogás e biometano.”
Atualmente, o estado conta com três plantas em operação e uma quarta em construção, com investimento de R$ 350 milhões. Além disso, programas estaduais como "Leitão Vida" e "MS Renovável" incentivam o uso de biodigestores nas granjas, promovendo a geração de energia sustentável. Durante o evento, especialistas discutiram temas como incentivos fiscais, infraestrutura e o papel do FCO Verde na transição energética.