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Nacional Terça-feira, 17 de Junho de 2008, 07:32 - A | A

Terça-feira, 17 de Junho de 2008, 07h:32 - A | A

PF vai ouvir Dirceu sobre suposto elo com ex-prefeito em MG

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br) (JG)

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, será ouvido pela Polícia Federal sobre a declaração do ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), Carlos Alberto Bejani (PTB), que aparece em um vídeo apreendido afirmando que se encontraria com o deputado cassado para negociar a liberação de R$ 70 milhões - que garantiria uma "comissão" de R$ 7 milhões.

Bejani, que renunciou ontem, ao cargo, se refere na gravação apreendida pela PF a um financiamento da Caixa Econômica Federal aprovado pelo Ministério das Cidades para obras no rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, como parte do programa Saneamento Para Todos do governo federal.

A PF estuda abrir inquérito para apurar o caso e o ex-ministro será ouvido por meio de carta precatória, possivelmente em São Paulo. "A partir da oitiva e da análise de documentos, se ficar provado que há uma relação criminosa, abre-se um novo inquérito", informou uma fonte federal. Não há data para o depoimento, mas a PF quer agilizar a análise preliminar e deverá encaminhar a carta precatória ainda nesta semana.

Dirceu já negou o encontro com Bejani, interferência na liberação do financiamento e classificou de "infame e vil" a suspeita envolvendo seu nome.

Num dos vídeos apreendidos, que teria sido gravado no dia 10 de maio de 2006, Bejani - enquanto contava dinheiro supostamente de propina paga pelo empresário do setor de transporte coletivo Francisco José Carapinha, o Bolão - afirma que horas depois se encontraria com Dirceu em Belo Horizonte para tratar da liberação.

Já deputado cassado, o ex-ministro visitou a capital mineira no mesmo dia, quando atendeu um convite do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) para ministrar palestra sobre a mídia e a crise política.

Suspensão

O foco da análise da PF será o contrato de financiamento. A CEF confirmou que, diante das suspeitas, suspendeu preventivamente o processo de "execução/liberação de recursos" previstos no contrato de financiamento. Segundo o banco, já foram liberados R$ 1,86 milhão de um total de R$ 63,2 milhões, referente a recursos da Caixa, excetuando a contrapartida de R$ 6,3 milhões da prefeitura.

A pedido da PF, o Tribunal Regional da 1ª Região, em Brasília, prorrogou ontem (16) por mais cinco dias as sete prisões temporárias da Operação de Volta para Pasárgada, deflagrada no último dia 12. Bolão e dois irmãos estão entre os presos temporários. Outras sete pessoas cumprem prisão preventiva, entre elas Bejani. (Agência Estado)

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