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Quarta-Feira, 29 de Novembro de 2017, 15h:51
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Advogada avançou o sinal e esta foi a “causa determinante” para o acidente

Perícia concluiu que Carolina Albuquerque desconsiderou a sinalização e foi atingida pela caminhonete de João Pedro em velocidade de até 130 km/h

Flávio Brito
Capital News

Divulgação/Polícia Civil

Advogada avançou o sinal e esta foi a “causa determinante” para o acidente

 Peritos e delegado explicaram resultado dos laudos periciais 

A advogada Carolina Albuquerque Machado avançou  o sinal vermelho  e esta foi a causa determinante” para o acidente que causou a morte dela. “A vítima avançou o sinal vermelho, é bem nítido, quando, na análise do vídeo, que o sinal estava vermelho para a vítima”, disse a perita criminal Samira Vieira Silva, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29), para falar dos resultados dos laudos emitidos após a verificação de imagens de câmeras de segurança e da cena do acidente, ocorrido na madrugada do dia 2 de noovembro. 

 

Segundo o delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil, Geraldo Marim Barbosa, outros fatores serão considerados para a conclusão das investigações. “Se ele não estivesse em alta velocidade, ele não teria causado os prejuízos de grande monta, inclusive a morte dela”, disse o delegado. João Pedro da Silva Miranda Jorge dirigia a caminhonete que acabou batendo no carro de Carolina. 

 

A perita criminal Samira explicou ainda que foi possível determinar limites para a velocidade em que João dirigia no momento da batida. O carro dele estava no mínimo a 104 km/h e no máximo a 130 kmh. O permitido na avenida Afonso Pena é de 60 km/h. As informações obtidos por meio da perícia podem fazem com que o motorista deixe de responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar e pode ser representado por homicídio culposo, quando não há a intenção. 

 

O titular da 3ª DP, contudo explicou, que a polícia ainda “realiza diligências nos comércios”, para apurar se João Pedro pode ter ingerido bebida alcóolica, antes do antes do acidente. Há relatos de testemunhas que afirmam que o jovem estava embriagado. 

 

Marim aguarda ainda o resultado da perícia feita no celular do estudante e já solicitou a quebra do sigilo bancário dele, em busca de provas sobre a embriaguez. Imagens das câmeras de segurança de condomínio onde ele estava antes do acidente e comandas de bares da Afonso Pena por onde ele passou também foram solicitados.

 

Relembre o caso

Cedida via WhatsApp

Advogada morta em acidente é enterrada na Capital

Carro de carolina ficou destruído

O acidente que resultou na morte da advogada aconteceu na madrugada de quinta-feira (2), na Avenida Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande. A polícia João Pedro teria dito que não estava bêbado e que dirigia no máximo a 70 km/h. Ele se entregou no dia 4 de novembro e foi solto no dia 6, depois de de pagar fiança de R$ 50.598,00. O rapaz cumpre medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira. 

 

O Boletim de Ocorrência registrado sobre o fato diz que a bacharel em Direito dirigia o Fox e tinha como passageiro o filho de 3 anos, quando foi atingida pela caminhonete de João Pedro.

 

O rapaz estava acompanhado de um irmão, de 21 anos e, após a batida saiu do local a pé, deixando até o irmão para trás.  Com a violência do impacto, o carro de Carolina foi parar a 110 metros do ponto da colisão e ficou destruído. Carolina morreu no local. A criança quebrou a clavícula. O irmão de João sofreu ferimentos leves e foi levado para o Prontomed da Santa Casa, mas liberado em seguida.

 

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