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Política Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 17:06 - A | A

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Ministro anuncia nova Casa do Migrante em Corumbá com apoio federal

Acordo prevê R$ 2,4 milhões para ampliar acolhimento a imigrantes, maioria venezuelanos, que chegam à fronteira em busca de oportunidades

Viviane Freitas
Capital News

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, iniciou nesta manhã uma série de agendas voltadas ao acolhimento de imigrantes em Corumbá, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com a Bolívia. O município recebe, em média, 600 imigrantes por mês, sendo cerca de 70% de origem venezuelana.

Durante cerimônia no Centro de Convenções do Pantanal, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre o governo federal, a Prefeitura de Corumbá e a Defensoria Pública da União. O objetivo é aprimorar o atendimento socioassistencial a migrantes e refugiados. Entre as medidas anunciadas está a construção de uma nova Casa do Migrante.

O ministro destacou a importância de oferecer estrutura, alimentação, abrigo e suporte para que os imigrantes possam realizar seus planos dentro dos limites da legislação brasileira. Ainda nesta tarde, Dias deve visitar tanto a casa atual de acolhimento — com capacidade para 25 pessoas — quanto a área onde será construído o novo centro.

Durante discurso, Wellington Dias lembrou que o mundo atravessa atualmente 39 conflitos que resultam em violações de direitos fundamentais, como acesso à água e alimentos. Ele frisou que o acolhimento no Brasil é acompanhado de articulações diplomáticas. O novo plano pretende ampliar o atendimento para até 2,4 mil pessoas.

A comitiva do ministro contou com a presença do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, e da deputada federal Camila Jara, autora da emenda que garantiu parte dos recursos para a obra. Além do valor da emenda, o governo federal destinará R$ 2,4 milhões ao projeto.

Em sua fala, Barbosinha destacou que Corumbá representa o oposto de muros e fronteiras fechadas: acolhe quem busca dignidade. Ele também citou a história do município como um polo de trânsito e comércio fluvial e lembrou que o Estado possui 1.600 km de fronteiras, o que exige soluções práticas em áreas como saúde e educação.

Barbosinha também mencionou o pacto em defesa do Pantanal, que prevê investimentos para preservar os 98 mil km² do bioma, dos quais 86% estão preservados, em sua maioria sob responsabilidade de proprietários privados.

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