As centrais sindicais (Força Sindical, CGTB e CUT) e o Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – FST/MS, aguardam uma resposta do prefeito Nelson Trad Filho, sobre as propostas encaminhadas a respeito da tarifa de transporte coletivo, que subiu de R$ 2,30 para R$ 2,50 desde o dia 1º de março. Entre as sugestões das centrais está a suspensão do aumento para um período mais oportuno, já que agora as convenções coletivas estão sendo fechadas e os empresários não querem conceder reajuste salarial por conta dos quase 9% de reajuste das tarifas dos coletivos.
As centrais sugeriram também a redução da alíquota de ICMS do óleo diesel que é de 17% sobre cada litro consumido, enquanto nos Estados vizinhos (SP, PR, GO, MG) é de apenas 12%. Samuel da Silva Freitas, presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) lembrou que o governo do Estado não colabora com absolutamente nada no processo de transporte coletivo de Campo Grande, apesar dos trabalhadores bancarem a gratuidade dos estudantes da rede estadual de ensino.
“Aliás, é bom ressaltar - explicou Samuel – que não é apenas o Estado que não colabora com a tarifa de transporte coletivo. A prefeitura de Campo Grande também não. Infelizmente, todo ônus da passagem é pago pelo pobre do trabalhador assalariado”.
Outra proposta apresentada pelas centrais foi de que os Correios e Telégrafos devem pagar pelo transporte dos carteiros que também fazem parte da lista dos beneficiários com a gratuidade nos coletivos. “Ora, se a prefeitura não recebe um desconto sequer nas correspondências que envia, como pode então conceder gratuidade para uma empresa que faturou milhões de reais no ano passado?” questiona Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical em Mato Grosso do Sul.
Foi proposto também o “passe fidelização”, que consiste na premiação ao usuário pagante do SMTC (Sistema Municipal de Transporte Coletivo), concedendo bônus (em viagens) pela aquisição e utilização freqüente do sistema de transporte.
O coordenador do FST/MS, José Lucas da Silva lamentou a ausência do prefeito Nelson Trad Filho, na segunda reunião com o movimento sindical, na terça-feira na sede da Agência de Regulação, com a presença do diretor do órgão, Marcelo Amaral. De qualquer forma, como as sugestões, solicitadas pelo próprio prefeito, foram encaminhadas, as centrais sindicais, segundo José Lucas, esperam que o prefeito se posicione sobre elas perante a opinião pública, com a mesma rapidez com que o levou a conceder o reajuste de quase 9% nas tarifas de transporte coletivo de Campo Grande. (Com informações da Assessoria)