Estimular o uso do transporte coletivo é um desafio para as médias e grandes cidades brasileiras. Ao reduzir o número de carros e motos em circulação, o trânsito ficaria mais ágil, menos tumultuado. O problema é que, para atrair passageiros, o serviço precisa, antes, de uma série de melhorias. Do jeito que está, nem todo mundo deixaria o carro na garagem para andar de ônibus.
Além da frota de veículos, que no último ano cresceu 9% em Campo Grande, a falta de um sistema sincronizado nos semáforos também ajuda a tumultuar o tráfego. A Agetran já tem um projeto para a implantar a "onda verde" nas principais ruas e avenidas da cidade. A idéia é que os motoristas não precisem mais ficar parando a todo tempo, que o trânsito tenha fluidez. Já reduzir o número de carros e motos em circulação, esse é um problema mais complicado para resolver.
O grande desafio do poder público nas médias e grandes cidades é criar condições para que as pessoas utilizem mais o transporte coletivo. Mas, será que as pessoas que tem carro estariam dispostas a deixar o veículo em casa para andar de ônibus?.
Já para os passageiros dos coletivos, a melhoria do transporte urbano depende do aumento da frota - que hoje é de 533 carros - mas para a Agência Municipal de Trânsito a solução está na criação de corredores exclusivos para ônibus. O serviço ficaria mais ágil e, como consequência, atrairia mais passageiros.
O diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade, revela que "com a melhora do tempo de viagem. Muitas vezes você consegue fazer com que o veículo fique mais rápido e ele faça mais vezes o mesmo trajeto. O projeto “Onda Verde” vai mudar o transporte coletivo de Campo Grande".
Ainda segundo Trindade, a sincronia dos semáforos também vai ajudar a melhorar a fluidez do trânsito de Campo Grande. Se aprovado pelo prefeito, Nelson Trad Filho, o projeto "Onda Verde" começa a ser implantado em trinta dias.