Sexta-feira, 14 de Março de 2008, 15h:53 -
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Reativação de Porto de Ladário pode se tornar realidade
Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)
A reativação do Porto de Ladário, cidade vizinha a Corumbá foi discutida durante reunião realizada nesta manhã(14) na sede da AHIPAR(Administração da Hidrovia do Paraguai). O encontro reuniu os secretários estaduais Edson Girotto(Obras Públicas e de Transportes), Carlos Menezes Alberto Menezes(Meio Ambiente, Cidades, Planejamento, Ciência e Tecnologia), o Superintendente de Gestão e Integração de Transporte e Energia, Evandro Faustino, o senador Delcídio do Amaral(PT), o prefeito Ruiter Cunha(PT), o superintendente da Ahipar Fermiano Yarzon, além secretários e os vereadores Cristina Lanza e Marcos de Souza Martins ambos do PT.
O Porto Fluvial de Ladário foi desativado há mais de 20 anos e atualmente o escoamento de toda a produção da região é feito através de estaleiros privados instalados em Corumbá. A intenção do Governo do Estado é obter a concessão para administrar o Porto. As autoridades acreditam que isto pode se tornar realidade.
O Secretário de Obras Públicas e de Transportes Edson Girotto afirmou que tanto o Governo Federal quanto o Estadual entendem que o Porto de Ladário é estratégico para o Mato Grosso do Sul, “estamos pedindo a concessão para que tenhamos mais agilidade no escoamento da produção, temos hoje um trabalho estratégico na intermodalidade e acreditamos que para se desenvolver tem que investir fortemente nos modais dos transportes”, declarou. Girotto frisou que se isso não acontecer o Estado não terá capacidade de atrair novas empresas, “exemplo disso é a Suzano Papel e Celulose, que vai montar mais duas fábricas no país com investimentos de US$ 3,5 bilhões, o Estado está se credenciado para que uma destas duas indústrias venha pra cá e o problema é que o MS tem deficiências no escoamento”, diz.
O Ministério dos Transportes através da Portaria n° 38 criou o grupo de Trabalho para dar continuidade aos estudos como objetivo de conceder ao Mato Grosso do Sul a administração do Porto. O grupo é composto por representantes do Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes(DNIT), e o próprio Governo Estadual.
Esta comissão é coordenada pelo representante do Ministério Edison de Oliveira Vianna Junior. Pela sua determinação a Companhia Docas do Maranhão – CODOMAR prestará todas as informações necessárias ao desenvolvimento das tarefas do Grupo
De acordo com o secretário Carlos Alberto Menezes o grupo terá 60 dias para que apresente a proposta e conclusão dos trabalhos, com apresentação do relatório final. Segundo ele o Governo Federal não tem definido nenhum modelo específico, “o importante é colocar o porto em operação seja em associação com a iniciativa privada ou não”, reforçou. Menezes considerou a localização do Porto excepcional mas que precisa de uma modernização.
Posição estratégica
O senador Delcídio afirmou que Mato Grosso do Sul pela posição que ocupa e especialmente Corumbá, é privilegiada, pois está no Centro da América do Sul, além disso tem diversas formas de saídas “isso acontece porque tem a BR-262 onde estão sendo investidos R$ 300 milhões para a restauração, temos a Hidrovia, a Ferrovia, o Aeroporto e para que a cidade cresça é necessário ter infra-estrutura e modais de transporte, o nosso maior desafio é a logística”, frisou.
Na avaliação de Delcídio esta posição vislumbra uma extraordinária possibilidade de trocas comerciais com os países vizinhos, “este desenvolvimento só acontecerá a partir do momento que tivermos uma infra-estrutura compatível com aquilo que se pretende”, definiu.
O prefeito Ruiter Cunha(PT) por sua vez ressaltou a importância de se ter um porto a qualquer custo, “para a região do Pantanal é primordial que tenhamos um porto, se ele vai ser pelo Governo Federal, Estadual ou por um consórcio dos Governos municipais de qualquer forma tem que ser aquele que tem melhor condição de toca-lo, o que é preciso deixar claro é que a alternativa exista e que tenha condições de atender o escoamento, e necessidades daquele que vem aqui produzir”, salientou enfatizando que não importa que o Porto esteja localizado em Ladário ou em Corumbá, “o desenvolvimento não respeita fronteiras, o que vier vai ser fundamental”, destacou. ( com informações do Capital do Pantanal )