Uma médica da UPA Coronel Antonino, em Campo Grande (MS), foi detida na manhã de 1º de abril de 2025, após ser acusada por um pai de omissão de socorro no atendimento de sua filha de 10 anos. A criança, que apresentava hemorragia nasal e vômitos, recebeu atendimento inicial e foi encaminhada para observação na enfermaria.
O pai, insatisfeito com a falta de vagas para internação, registrou um boletim de ocorrência e retornou à unidade com a Polícia Militar, resultando na detenção da profissional. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a menina recebeu os cuidados necessários, incluindo medicação, e que a médica buscava um leito para internação quando a confusão ocorreu.
O episódio gerou reações entre os profissionais da saúde. O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul criticou a ação policial, alegando que foi desproporcional e prejudicou o atendimento na unidade. Além disso, sugeriu a criação de um protocolo junto à Secretaria de Segurança Pública para evitar situações semelhantes.
A superlotação das UPAs e a sobrecarga de trabalho foram apontadas como desafios enfrentados pelos profissionais, especialmente diante do aumento de casos respiratórios. A médica não teve o nome divulgado, e o desfecho da detenção ainda não foi informado.