Os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS) receberam, em média, R$ 76,6 mil mensais, conforme levantamento divulgado pelo UOL. Esse valor coloca os conselheiros de MS entre os mais bem pagos do país, com remuneração similar à dos membros da elite do Judiciário brasileiro, apesar de não serem juízes. O estado ocupa uma posição entre os dez primeiros em termos de salários para conselheiros.
Os rendimentos dos conselheiros do TCE/MS são mais do que o dobro do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm uma média de R$ 31 mil mensais, considerado o teto para o funcionalismo público. O levantamento também destaca que, assim como juízes, os conselheiros de tribunais de contas recebem valores adicionais que, na prática, são somados ao salário, como gratificações e benefícios.
Em Mato Grosso do Sul, os conselheiros chegam a receber mais de R$ 100 mil, considerando os adicionais. Vale destacar que, devido a escândalos e operações da Polícia Federal, mais da metade da corte está afastada por medidas judiciais. Mesmo assim, os salários continuam altos, com o atual presidente, Flávio Kayatt, recebendo R$ 107,5 mil, sendo R$ 37,5 mil de salário e R$ 70,5 mil em rendimentos adicionais, que não sofrem descontos.
Outros conselheiros também recebem valores expressivos. O ex-presidente Jerson Domingos, por exemplo, recebeu R$ 105 mil, com R$ 43,5 mil de salário líquido e R$ 61,5 mil de rendimentos adicionais. Márcio Monteiro, também ex-deputado, teve um contracheque de R$ 107 mil. Mesmo os conselheiros afastados, como o ex-presidente Waldir Neves, continuam a receber mais do que os ministros do STF, com R$ 39,7 mil mensais.