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Afastamento

Professora trans pede licença médica após ataques nas redes sociais

O pedido de afastamento é por cinco dias, devido à pressão gerada pelos ataques verbais que ela tem recebido

Viviane Freitas
Capital News

A professora travesti Emy Mateus Santos, de 25 anos, pediu afastamento de suas atividades na Escola Municipal Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, após ser alvo de ataques e denúncias nas redes sociais. O pedido de afastamento é por cinco dias, devido à pressão gerada pelos ataques verbais que ela tem recebido. Emy trabalha como professora do ensino básico na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (Reme) há um ano.

Emy é uma mulher trans e atua na educação desde 2024. Atualmente, ela está lotada na Escola Municipal Irmã Irma Zorzi, localizada no bairro Vila Silvia Regina. No entanto, ela está afastada temporariamente, após os ataques começarem no dia 10 de fevereiro, quando ela se fantasiou de Barbie para dar as boas-vindas aos alunos no primeiro dia de aula.

A fantasia gerou polêmica nas redes sociais e foi criticada por políticos de direita, como o deputado estadual João Henrique Catan e o vereador André Salineiro, que questionaram a atitude da professora e exigiram explicações. Ambos os políticos se mostraram indignados, acusando a professora de promover um comportamento inadequado para crianças de sete anos de idade, e pediram providências da Secretaria de Educação.

Em resposta, Emy defendeu sua atitude, explicando que a fantasia foi parte de uma atividade pedagógica proposta para receber os alunos de maneira lúdica e criativa. Ela enfatizou que sua identidade como mulher trans e travesti é parte de quem ela é e que a sua intenção sempre foi proporcionar uma experiência positiva para as crianças. Emy também relatou o medo e o sofrimento causados pelos ataques, afirmando que tem evitado sair de casa devido à pressão que tem sofrido.

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