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Terça-Feira, 27 de Outubro de 2020, 08h:05
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Combate a corrupção e boa gestão são focos de Vinicius Siqueira

Candidato do PSL relata que estudou profundamente o município na época de vereador

Elaine Silva
Capital News

Divulgação/Assessoria

Vinicius Siqueira

Candidato a prefeitura da Capital, Vinicius Siqueira

No dia 15 de novembro acontece o primeiro turno das eleições 2020, neste ano para vereador e prefeito. Para apresentar os candidatos que concorrem a cadeira no Poder Executivo, o jornal Capital News, vai realizar uma série de reportagens, para mostrar os 14 políticos que buscam a Prefeitura da Cidade Morena.

 

Vinicius Siqueira, 44 anos, nasceu na Capital de Mato Grosso do Sul, é formado em direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e oficial de justiça, além de ter sido eleito a vereador com 3.386 votos, Ele está na corrida pelo Prefeitura da Capital, pelo Partido Social Liberal (PSL), com o número 17. "Nesses quatro últimos anos como vereador eu estudei profundamente o município. Tanto é que fizemos ações públicas que nunca antes tinham sido feitas. Eu me sinto preparado porque eu sei e conheço os gargalos de Campo Grande. Nós sabemos hoje os principais problemas enfrentados pela cidade", relata. 

 

Para sua preparação Siqueira realizou quatro grandes investigações como vereador. “Eu fiz quatro grandes investigações que me deu subsídio para ser bom gestor para Campo Grande que foram as operações: Óleo Diesel que investigou o Consórcio Guaicurus, Operação Esgoto que investigou a Águas Guariroba e comprovou que a empresa estava jogando esgoto nos córregos da cidade, a do FlexPark e dos táxis", diz. 

 

Em seu governo Vinicius tem como maior prioridade “o combate à corrupção e especialmente a boa gestão pública como mudar, algumas coisas que existem em Campo Grande, como os gastos com tapa-buraco que gastamos de mais”, relatou. O candidato quer trazer de volta a 'vida noturna’ na cidade. “ A frase que mais se escuta nas casas noturnas e bares da cidade é “Vocês vão pedir mais alguma coisa, pois a cozinha vai fechar”. A nossa Capital não era assim, Campo Grande tinha vida noturna, quando dizemos vida noturna tem que entender também que tinha mais fomento à Cultura [...] Temos uma vida cultural intensa e isso não pode ser diminuída pelo Poder Público”.  

 

Confira a entrevista exclusiva de Vinicius Siqueira ao Capital News na íntegra:

 

Capital News: Candidato, porque o senhor se acha preparado para ser Prefeito de Campo Grande ?

 

Siqueira: Nesses quatro últimos anos como vereador eu estudei profundamente o município. Tanto é que fizemos ações públicas que nunca antes tinham sido feitas. Eu me sinto preparado porque eu sei e conheço os gargalos de Campo Grande. Nós sabemos hoje os principais problemas enfrentados pela cidade. Eu fiz quatro grandes investigações que me deu subsídio para ser bom gestor para Campo Grande que foram as operações: Óleo Diesel que investigou o Consórcio Guaicurus, Operação Esgoto que investigou a Águas Guariroba e comprovou que a empresa estava jogando esgoto nos córregos da cidade, a do FlexPark e dos táxis. Quero ser prefeito de Campo Grande porque essa gestão não pode continuar. É uma gestão que tem prejudicado muito da cidade. Administrado mal Campo Grande em todos os seguimentos que nós analisamos e estudamos nos vemos quebra dos indicadores de qualidade e desenvolvimento de Campo Grande. Isso não pode continuar, por isso, eu me coloquei a candidato a prefeito e pretendo mudar o rumo da cidade. 

 

Capital News: Quais são seus 5 pilares principais no seu plano de Governo, caso seja eleito nessas eleições de 2020 ? Detalhe na sua ordem de prioridade o que acha que tem que melhorar para a população de Campo Grande.

 

Siqueira: A minha prioridade quando eleito é o combate à corrupção e especialmente a boa gestão pública como mudar, algumas coisas que existem em Campo Grande, como os gastos com tapa-buraco que gastamos de mais. Campo Grande precisa rever essa formula nossa do asfalto com urgência, concorrência no transporte público e especialmente desenvolver indústria e comércio em Campo Grande que está muito precário. Nós não conseguimos desenvolver quase nada nesses quatro anos. 

 

Implementaremos o Aplicativo "Saúde Já" para que os exames e consultas sejam marcados de forma mais rápida e eficiente. Formaremos parcerias com laboratórios de exames nos contra-turnos para reduzir a fila de espera.  

 

Na Educação, nos dois primeiros anos de mandato, deveremos focar na recuperação dos danos da Covid na educação. Como as escolas não tiveram aulas presenciais, os danos aos alunos foram gigantescos. Temos que corrigir isso e minimizar os estragos que foram feitos. Iremos focar primeiramente na educação integral, com tratamento médico e fisioterápico, para crianças com deficiência. Os Ceinfs também serão prioridade absoluta. Nosso objetivo é permitir que as mães possam trabalhar sem preocupação, e assim, manter o sustento da sua família. 

 

Na indústria e comercio, implementaremos o Plano Metrópole, que transformará Campo Grande num grande pólo de distribuição estratégico para a América Latina. Implementaremos a produção de frutas para exportação e daremos incentivos fiscais estratégicos para impedir que nossa matéria prima saia da cidade sem industrialização.   

 

Na área da Cultura o nosso projeto é um pedido antigo da categoria. Nós pretendemos fazer duas propostas um por cento do orçamentário para a cultura, que é um pedido antigo de Campo Grande, e também que a pasta seja gerida por artistas. Nós não queremos que essa pasta seja dirigida por políticos. Direção nas mãos dos profissionais de cultura e mais recursos para área.    

 

Capital News: Como o senhor pretende se relacionar com os Governos Federal e Estadual ? Acredita que como prefeito eleito possa fazer uma gestão de união entre esses poderes ?

 

Siqueira: As relações são institucionais. Os governos tem que conversar tem que se ajudar mutualmente. Eu não terei problema algum em manter diálogo com o governo estadual e terei diálogo muito bom com o Governo Federal já que a nossa senadora {Soraya Thronicke) e nosso deputados são base do governo. A relação com o governo Federal é mais tranquila. Agora com relação ao governo estadual. Nós temos que vero que vai acontecer, pois há um projeto no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que pode gerar o afastamento e ainda não sabemos quem será o governador quando assumirmos a prefeitura no dia 1° de janeiro.  

 

Capital News: Quantos vereadores acha que é possível eleger na sua chapa ? E não tendo a maioria de apoiadores eleitos na Câmara da Capital, como será sua gestão com todos os eleitos ?

 

Siqueira: Eu acredito que o PSL tem condições de fazer de três a quatro vereadores. Não tem como governar sozinho. De 29 vereadores, se nós tivermos quatro será complicado governar, por isso, é natural que busquemos apoio de outros partidos para governar. Eu só faço um pedido os partidos que quiserem compor conosco terão que fazer de forma séria. Todos que estiverem voltados para o trabalho e para a melhoria de Campo Grande serão muito bem-vindos. Nós não vamos fazer do nosso governo um balcão de empregos e de corrupção. 

 

Capital News: As demandas na saúde e seus problemas aumentaram nessa Pandemia do Coronavírus, e ainda temos a constante falta médicos e enfermeiros. Qual seu plano de Governo para acabar com esses números e com as filas nos atendimentos das UPAS ?

 

Siqueira: Nós vamos valorizar o profissional da saúde com condições melhores de trabalho e salário dignos. É muito difícil encontrar, por exemplo, médicos que queiram atender na rede pública, pois os salários não são atrativos. No caso das filas vamos implementaremos o Aplicativo "Saúde Já" para que os exames e consultas sejam marcados de forma mais rápida e eficiente. Formaremos parcerias com laboratórios de exames nos contra-turnos para reduzir a fila de espera e para as pessoas que não tenham muita habilidade com aplicativos vamos ter um local físico para esse tipo de atendimento. Que quero que até o fim do meu mandato como prefeito eu consiga igual a saúde de Campo Grande como as da rede privada com a mesma qualidade. 

 

Capital News: Qual seu projeto concreto para revitalização da antiga rodoviária e seu entorno ?

 

Siqueira: Em primeiro momento, minha proposta é desapropriar as lojas privadas e fazer com que a Prefeitura venda o prédio. 

 

Capital News: Como o senhor define a cidade de Campo Grande, sua economia em geral e seus pontos de entretenimento para população. Quais os três lugares que mais gosta e frequenta com a sua família.

 

Siqueira: Campo Grande já teve uma economia muito pujante. Nós já tivemos orgulho de ser maior que Cuiabá, hoje o entretenimento de Campo Grande está sendo muito prejudica com a Lei do Silêncio. A frase que mais se escutas nas casas noturnas e bares da cidade é “Vocês vão pedir mais alguma coisa, pois a cozinha vai fechar”. A nossa Capital não era assim, Campo Grande tinha vida noturna, quando dizemos vida noturna tem que entender também que tinha mais fomento à Cultura, nós temos que perder esse preconceito que a Cultura é algo supérfluo e não é. A Cultura tem um PIB muito grande, a Cultura gera muito emprego e renda. Campo Grande já foi palco e até mesmo trampolim para vários artistas que fizeram muito sucesso pelo Brasil e isso acabou. Nós precisamos mudar esse quadro. Nós temos excelentes artistas. Temos uma vida cultural intensa e isso não pode ser diminuída pelo Poder Público. A Cultura pede socorro! E por isso que eu quero implementar aqui uma reinvindicação antiga dos artistas 1% do orçamento para a Cultura. Os lugares que mais gosto de ir em Campo Grande é o Parque das Nações Indígenas para andar de bicicleta com meus filhos, gosto de ir no Joga Burguer porque eu gosto muito de jogos de tabuleiro e bares em geral em Campo Grande para tomar uma cervejinha já que Campo Grande faz muito calor. 

 

Conheça o porquê Vinicius Siqueira quer ser prefeito da Capital; confira o vídeo 

 

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