Campo Grande 00:00:00 Sexta-feira, 04 de Abril de 2025



Executivo Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 08:24 - A | A

Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 08h:24 - A | A

Reunião

Prefeitura adota 3 ações contra doenças respiratórias e arboviroses

Reforço médico, vacinação antecipada e monitoramento contínuo são destaques

Viviane Freitas
Capital News

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), realizou a primeira reunião do ano do Centro de Operações de Emergências (COE) para discutir o aumento de casos de doenças respiratórias e arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A secretária de Saúde, Rosana Leite, destacou que a cidade avançou para o nível 1 de monitoramento. “Neste centro, analisamos não apenas o aumento dos casos, mas também a capacidade instalada, incluindo leitos, medicação, infraestrutura e recursos humanos”, afirmou.

Para enfrentar a alta na demanda por atendimentos, a SESAU reforçou o quadro de médicos e enfermeiros nas unidades de saúde 24 horas, além de convocar novos profissionais por meio de cadastro temporário. “O número de atendimentos subiu de 3.000 para 5.000 por dia, a maioria por síndrome respiratória e diarreia”, informou Rosana Leite. Além disso, medicamentos foram incorporados ao atendimento, e o Pronto Atendimento Infantil passou a contar com fisioterapia e oxigenoterapia.

A vacinação contra a gripe foi antecipada e já imunizou mais de 18 mil pessoas. “As vacinas estão disponíveis nas 74 Unidades de Saúde da Família (USFs), e no sábado (05/04) haverá ações especiais no Pátio Central Shopping e no drive-thru do Corpo de Bombeiros”, disse Rosana. A campanha prioriza idosos, crianças, gestantes, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades.

Até o momento, Campo Grande registrou 1.669 casos notificados de dengue, sendo 114 confirmados, além de 20 casos de chikungunya, quatro deles importados. A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, alertou para a presença do sorotipo DENV-3. “Neste ano, já tivemos seis casos confirmados. Essa mudança preocupa, pois parte da população pode ser suscetível”, explicou. A SESAU segue monitorando as arboviroses e reforçando ações de combate ao mosquito transmissor.

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS