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Até mesmo celulares resistentes à água necessitam de cuidados

Por Gustavo Torniero

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Confira os termos de garantia e a certificação de proteção antes de utilizá-lo nessas condições

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É comum a oferta de smartphones resistentes à água no mercado. Alguns dos exemplos mais recentes são os últimos modelos de iPhone e do Galaxy. Mas isso não significa que você possa exagerar na dose, ok? Nada de nadar com o celular ou de deixá-lo submerso na água do mar. Existem alguns limites, impostos pelo fabricante e pela certificação de resistência do dispositivo. É necessário saber qual o nível de vedação, determinado pela certificação IP67/68.

A certificação “Ingress Protection” (IP) foi criada pela Comissão Eletrotécnica Internacional para indicar o quão protegidas são as entradas do aparelho em relação ao pó e à água. O primeiro número depois da sigla corresponde à resistência contra partículas sólidas e vai de 1 a 6, enquanto o segundo número determina a resistência contra água e vai de 1 a 8. Você precisa saber o quão resistente o dispositivo é, para não ter más surpresas.

Alguns celulares apenas resistem a incidência de algumas gotas na vertical; outros, por sua vez, suportam gotas vindas de todas as direções ou até mesmo jatos de água. Se você quer ficar submerso na água, precisa procurar um celular com certificação IP 67 ou 68, resistente a imersão temporária a uma profundidade máxima de um metro e submersão a 1,5 metro, respectivamente.

Mesmo com o maior nível de proteção, você precisa ficar atento. Caso o celular fique imerso na água por um tempo maior do que o estabelecido pelo fabricante, a proteção pode perder a validade por causa da pressão da água, capaz de amolecer as estruturas de vedação do dispositivo. Os lacres também podem se romper caso o smartphone fique submerso a uma profundidade maior do que 1 metro ou 1,5 metro, dependendo da certificação.

E nada de deixar o seu dispositivo imerso em outro líquido que não seja água. Ele não é resistente a bebidas alcoólicas, por exemplo. Até mesmo a água do mar pode corroer as estruturas do celular por causa do sal. Minimize a exposição a sabão, detergentes, ácidos ou alimentos de alta acidez, perfumes, repelentes contra insetos, cremes, protetor solar, óleos, removedores, tintura para cabelo e solventes.

Como é feita a proteção contra água?
A proteção contra água pode ser feita de duas formas. A primeira e mais simples é utilizar tampas de borracha ou de silicone nas entradas de USB e de fone do dispositivo. O grande problema, nesses casos, é que, mesmo que o celular tenha uma certificação 68, se você esquecer de colocar as tampas, o dispositivo pode ser danificado se cair na água. Portanto, redobre a atenção se esse for o método utilizado.

No segundo caso, as tampas de borracha ou silicone não são necessárias. A vedação é feita de forma interna. Dessa forma, os componentes principais são selados, como processador e memória RAM. Se esse for o método utilizado pelo seu smartphone, você pode ficar mais tranquilo, mas, mesmo assim, precisa levar em consideração o tempo máximo permitido e a profundidade limite para a efetiva proteção.

Se você ainda tem dúvidas do que pode ou não pode ser feito com o celular, confira os termos de garantia. Naquelas letras miúdas é que as fabricantes estabelecem exceções e regras para a garantia do smartphone. A Samsung, por exemplo, diz que o celular não é resistente à água do mar, porque o sal pode violar a vedação contra líquidos. As empresas também não dizem que os celulares são à prova d’água, para não evitar o uso indiscriminado do dispositivo.

No caso do Galaxy 8, a Samsung recomenda secá-lo completamente com um pano macio e limpo se for exposto à água. Se, no entanto, ele entrar em contato com e outros líquidos, enxágue-o em água corrente e seque-o completamente com um pano macio e limpo. A fabricante deixa claro que se essas recomendações não forem seguidas, a aparência e o desempenho do aparelho podem ser afetados.

Se o aparelho tiver sido mergulhado em água ou o microfone ou o alto-falante estiverem molhados, o som poderá não ser reproduzido claramente durante uma chamada. O touchscreen também pode não funcionar corretamente, caso você esteja utilizando o Galaxy 8 dentro da água. Antes de usá-lo, a recomendação é limpar e secar completamente o dispositivo.

Já a Apple estabelece uma série de condições para evitar dano por líquido a partir do iPhone 7. São eles:

• Nadar ou tomar banho com o iPhone;
• Expor o iPhone a água pressurizada ou em alta velocidade, como no chuveiro ou ao praticar esportes aquáticos;
• Usar o iPhone em sauna, seca ou a vapor;
• Submergir o iPhone em água intencionalmente;
• Operar o iPhone fora das faixas de temperatura sugeridas ou em condições de extrema umidade;
• Deixar cair ou sujeitar o iPhone a outros impactos;
• Desmontar o iPhone, incluindo a remoção de parafusos.

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