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Quarta-Feira, 08 de Maio de 2019, 14h:54
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Ministério Publico cobra ressarcimento de R$ 8,5 milhões do empresário João Baird

Justiça Federal faz nova denuncia de evasão e divisas e integrantes são cobrados a ressarcir cofres públicos

Juliana Brum
De Três Lagoas para o Capital News

Google Street View/Reprodução

Empresa de João Baird está prestes a ganhar licitação milionária da Prefeitura

Justiça Federal faz nova denuncia de evasão e divisas e integrantes são cobrados a ressarcir cofres públicos

 

O empresário João Roberto Baird foi acusado por evasão de divisas por três vezes e no inicio de Maio a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul (MS) aceitou nova denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra João Roberto Baird pelo agravante de ter promovido e organizado a atividade criminosa.

 

Antônio Celso Cortez e Romilton Rodrigues de Oliveira, considerados “testas de ferro” de Baird,  também aparecem na denuncia como integrantes.

 

De acordo com a Justiça Federal as investigações, nos anos de 2015 e 2016, Romilton Oliveira, que por anos foi funcionário registrado pela esposa de Baird, possuía no Paraguai depósitos não declarados no valor total de R$ 4,1 milhões, além de participação societária no valor de R$ 721 mil em empresa situada em Pedro Juan Caballero. O mesmo inquérito identificou que Baird e Antônio Celso remeteram, sem autorização legal, pelo menos R$ 1,7 milhão para o Paraguai, entre junho e setembro de 2017, utilizando doleiros clandestinos.

 

Os fatos que embasam a denúncia provêm principalmente de documentos apreendidos pela Polícia Federal na deflagração da 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, em novembro de 2017. Na oportunidade, houve cumprimento de mandado de busca e apreensão no endereço residencial de Baird e nos endereços residencial e comercial de Antônio Celso Cortez, em cujo nome aparece registrada a empresa PSG Tecnologia Aplicada.

Acervo pessoal

João Roberto Baird

João Roberto Baird é acusado pela MPF

 

O MPF finaliza a denúncia destacando que João Baird, Antônio Cortez e Romilton Rodrigues são velhos conhecidos da Operação Lama Asfáltica. “E a relação entre eles, como pode ser visto, está muito longe de ser meramente casual”.

 

Além da condenação dos denunciados, o MPF requer que sejam fixados valores mínimos para reparação dos danos causados, de R$ 8,5 milhões para Baird; R$ 1,9 milhão para Antônio Cortez e R$ 6,5 milhões para Romilton Rodrigues.

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