A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o transporte coletivo em Campo Grande já recebeu 141 denúncias até esta terça-feira (1º). Entre os principais problemas relatados, estão dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência, como rampas de acessibilidade com defeitos e a falta de assentos exclusivos para deficientes visuais.
Esses relatos contrastam com o Relatório de Monitoramento dos Índices de Desempenho, divulgado pela Prefeitura no final de 2024, que classificou o conforto dos usuários como “excelente”, garantiu acessibilidade 100% operante e apontou um índice de pontualidade de quase 98%. Nenhuma irregularidade foi registrada no documento.
Em nota, o Consórcio Guaicurus informou que não irá se manifestar sobre as denúncias da CPI, alegando que ainda não teve acesso ao teor das reclamações. “Reiteramos nosso compromisso com o transporte coletivo e seguimos à disposição para prestar esclarecimentos quando devidamente notificados”, afirmou o consórcio.
A CPI já apresentou mais de 50 requerimentos solicitando informações e convocando agentes públicos para depoimentos. A investigação segue um cronograma dividido em cinco fases, incluindo análise de contratos, audiências públicas e vistoria da frota. As conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público para providências legais.