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Após fracasso na Eurocopa, Frank de Boer deixa o comando da seleção holandesa

Por Horácio Oliveira

Da coluna Futebol
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Zagueiro decidiu deixar a equipe após eliminação na competição para República Tcheca, nas oitavas de final do torneio

Sammy Williams/Unsplash

ColunaFutebol

Os campeonatos na Europa ainda não começaram, mas, para quem gosta de futebol, vale a pena acompanhar a Eurocopa. A competição ainda não terminou, mas alguns resultados já estão impactando as seleções que disputam o torneio. O planejamento de algumas confederações para a Copa do Mundo de 2022 já começou.

Um exemplo disso aconteceu na Holanda. A equipe foi eliminada pela República Tcheca nas oitavas de final, ao ser derrotada por 2 a 0. O revés foi o suficiente para que o técnico Frank De Boer pedisse demissão do cargo e abrisse vaga para um novo comandante. Um número impressionante é que a Seleção Holandesa vai para seu sétimo técnico em sete anos.

Em um anúncio oficial da Federação Holandesa de Futebol, o treinador afirmou que já tinha decidido pela saída do cargo, algo que também estava sendo cogitado pelos dirigentes da entidade. Isso porque, o objetivo da Federação era que a equipe chegasse pelo menos às quartas de final, algo que não aconteceu.

"Antecipando-me à avaliação da diretoria, decidi não continuar como técnico da seleção. O objetivo não foi alcançado, isso está claro. Quando fui convidado a assumir o cargo em 2020, achei uma honra e um desafio, mas também estava ciente da pressão que viria a partir do momento em que fosse contratado. Essa pressão só está aumentando agora, e isso não é uma situação saudável para mim e nem para o elenco a caminho de jogos tão importantes para o futebol holandês, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo", disse o técnico, em declaração incluída no comunicado."

Tricampeão holandês e campeão da Liga dos Campeões pelo Ajax, Frank De Boer é considerado um dos melhores zagueiros da história do futebol. Ele ainda soma passagens por Barcelona e Galatasaray. Como técnico, trabalhou na Inter de Milão, no Ajax, no Crystal Palace e no Atlanta United. Ele foi contratado para comandar a seleção holandesa em 2020, atuando em 15 jogos, com 8 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. Como jogador,  o atleta holandês fez 112 jogos e 13 gols com a camisa da seleção.

"Quero agradecer a todos, e é claro, aos torcedores e jogadores. Meus cumprimentos também à administração, que criou um clima verdadeiramente esportivo de primeira linha", encerrou De Boer no comunicado divulgado nesta terça-feira (29).

"Apesar de todos os esforços de Frank, o objetivo de pelo menos chegar às quartas de final não foi alcançado. Se isso não tivesse sido alcançado, faríamos uma avaliação, o que possivelmente poderia ter produzido um resultado diferente. Tínhamos apostado numa melhor Eurocopa, mas não deu certo", disse  Nico-Jan Hoogma, diretor esportivo da Federação Holandesa de Futebol.

O dirigente complementou: "A escolha de Frank acabou sendo diferente do que esperávamos. Um sucessor deve ser encontrado por mim, após uma boa consulta interna. É necessário fazer isso, porque no dia 1º de setembro jogaremos o importante jogo de classificação contra a Noruega, em Oslo. Agora vamos avaliar mais, de forma mais ampla do que apenas o treinador, aguçar o perfil, fazer o trabalho que se espera de nós aqui", afirmou.

Agora, a Holanda inicia a busca por um novo treinador para liderar a seleção nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, que será disputada no Catar. A Laranja é a segunda colocada no grupo G, que tem Turquia, Noruega, Montenegro, Letônio e Gibraltar. A próxima partida é em setembro, contra os noruegueses.

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